A modernidade centra-se nestas duas vertentes: O conceito de "evolução", concluindo que o que é mais novo é melhor, pois é mais avançado em termos evolucionistas. O conceito de evolução é transportado sem filtros para dentro da cultura e pronto. As bases da alta cultura foram derrotadas.
A técnica passa a ser a base "cultural" da modernidade. A ciência é o novo Prometeu que roubou para o ser humano o dom do conhecimento, e com o conhecimento  o homem pode construir sua própria felicidade, sem intercessão divina.  Não  mais  interessa conceitos antigos e demodeés como "moral" ou "justiça", o que é mais novo é o melhor. Ponto final.
Este artigo é interessante na medida em que resume em poucas palavras a decadência da cultura ocidental ao longo do século XX. Essa processo de decadência já vinha de trás no tempo, mas foi no século XX que atingiu todo o seu estupor.
Quando falo em "decadência da cultura ocidental", não me baseio em uma qualquer doutrina historicista, como por exemplo, a de Oswald Spengler, ou quejanda. Apenas constato a existência de factos e/ou de acontecimentos; baseio-me na observação dos fenómenos sociais e culturais.

A interpretação que eu faço (e não só eu, graças a Deus!) desta observação pode estar eventualmente errada, mas tento seguir Aristóteles: partir dos factos para a teoria, e depois retornar da teoria aos factos para ver se “bate tudo certo”. E acima de tudo tento evitar qualquer formatação em doutrina.
Porém, numa sociedade cada vez mais envelhecida (com muita gente idosa), a força cultural da falácia lógica ad Novitatem (“o que é mais moderno é que é bom”) tende naturalmente a ser corroída. Não será possível que a ideia darwinista de “evolução”, aplicada à sociedade e ao ser humano, “evolua” muito mais ou tenha um futuro promissor nesta Europa de gente cada vez mais idosa. Ou melhor dizendo, as sociedades envelhecidas da Europa estão condenadas [a prazo] a agravar, ainda mais, o moderno e característico conflito inter-geracional.