sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Quem disse que "intelectuais esquerdistas e progressistas" não cometem INQUISIÇÃO? A Academia Brasileira de Ciências descobriu o caminho!?


A nova Inquisição da ABC

[Para entender o porquê da indignação do e-mail abaixo, leia antes este texto e este também.]

Ilustres membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC):

Uma notícia de maio deste ano, divulgada na página do Jornal da Ciência(JC)[1], acaba de chegar a meu conhecimento, tendo-me deixado chocado. Não sei se o autor da mesma expressou-se mal, se eu entendi de maneira equivocada ou se minha interpretação foi correta. Se for este o caso, resta-me pouco mais que apenas lamentar que a ABC tenha assumido tal postura.

A notícia inicia com a seguinte declaração: “Acadêmicos reforçam preocupação com o aumento de informações sobre o criacionismo e o chamado design inteligente” (grifos meus).

Em seguida, afirma que “(...) a Academia Brasileira de Ciências (ABC) publicou, em março, uma carta repudiando a divulgação de conceitos criacionistas”.

Tenho firme esperança de que as palavras do autor desse texto tenham sido apenas infelizes. Do contrário, sou obrigado a entender que a ABC está combatendo a simples divulgação de informações sobre uma ideia que discorda da ciência paradigmática.

Pergunta-se muito sobre qual a diferença entre ciência e religião. Na minha humilde opinião, uma das melhores respostas que se podem dar é a de que a primeira é o espaço da dúvida enquanto a segunda é o espaço da certeza.

Sabemos o quão má tornou-se a imagem atual da religião, frequentemente associada a fanatismos, extremismos, perseguições e terroristas. Qualquer detentor de senso crítico deve se perguntar em que grau essa imagem não é estereotipada e em que grau expressa uma realidade. Mas não é esse o ponto que desejo apontar aqui. Minha preocupação é no sentido de que a ABC tenha dado uma declaração que coloque a Ciência em uma situação muito similar à dos famigerados tribunais da Santa Inquisição medieval.

Lembremos do Index, a lista dos livros proibidos. Lendo essa notícia do JC, o que logo me vêm à mente é a perturbadora imagem de uma fogueira onde são lançados livros e outros escritos criacionistas. Quase que obrigatória é outra imagem, ainda mais estarrecedora, a seguir: a dos próprios criacionistas sendo beneficiados pelas chamas purificadoras, com o perdão da ironia. Mas, afinal, essa imagem não é em si mesma uma medonha ironia histórica, guardadas as devidas proporções?

Felizmente a nossa atual Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos não simpatizam com a ideia de torturas e fogueiras. Esses mesmos documentos, a propósito, declaram como um dos direitos inalienáveis e mais sagrados do homem aquele que se refere à liberdade de pensamento e de expressão.

Sendo levado pela minha total concordância quanto a esse direito e pelas lúcidas colocações dos que se debruçaram sobre a Ciência como objeto de pesquisa - acadêmicos das áreas de História, Filosofia e Sociologia da Ciência - não posso deixar de preocupar-me com a possibilidade de que haja acadêmicos que pretendam assumir a sucessão dos Tribunais do Santo Ofício no século XXI.

Alguns poderão argumentar que o caso é totalmente diferente, porque a Ciência detém a verdade. Mas eu me perguntaria qual foi o ditador ou inquisidor que não pensava o mesmo sobre si. Também me recordaria do fato de que teorias científicas de muito sucesso chegaram a ser substituídas por outras - fato que, aliás, originou grande questionamento epistemológico no século passado. Esse interesse esteve particularmente presente em pensadores com sólida formação em Física, como Paul Feyerabend ou Thomas S. Kuhn, os quais viriam a ser clássicos autores de disciplinas referentes à Teoria do Conhecimento Científico.

Contudo, ainda que a ciência fosse detentora certa da Verdade, tal fato não justificaria a "eliminação da concorrência". Dar-se-ia justamente o oposto. O físico Richard Feynman, laureado com o prêmio Nobel, embora não fosse profundo conhecedor das disciplinas “metacientíficas”, defendia que a Ciência não deveria temer questionamentos.[2]

Se me permitem estender ainda um pouco essa minha declaração, gostaria de esclarecer que sou cristão convertido há menos de um ano. Isso coloco para contextualizar o seguinte: Nós, cristãos, cremos nas profecias bíblicas. Dentre essas, uma tem especial atenção dos crentes: a de que haverá uma época,[3] às vésperas do “fim dos tempos”, em que os cristãos voltarão a ser perseguidos - mas de forma ainda pior que a dada nos primeiros séculos de Cristianismo. É comum que as pessoas estranhem tal profecia; afinal, nosso mundo preza tanto a liberdade de crença, pensamento e expressão, não?

Pois é... Essa indagação perde o sentido quando nos deparamos com uma notícia como essa do JC, que mostra que uma tão abominável desolação não é lá tão improvável no mundo contemporâneo.

Mas, como eu disse no início, tenho esperança de que tudo não tenha passado de um mal entendido.

Cordialmente,

Leandro Daros Gama

Referências:


3. Se num futuro próximo ou distante é um ponto em
que não há consenso entre os exegetas. Há mesmo quem interprete tal profecia como não literal.

Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2012/10/a-nova-inquisicao-da-abc.html








quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo", diz autor

"A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo", diz autor
http://tecnologiareformacional.blogspot.com.br/2012/10/a-mente-do-internauta-esta-caotica.html

(Ao Vivo) - Grande Debate entre Darwinismo e Design Inteligente - 24/10 - 19h30 na Universidade Presbiteriana Mackenzie - www.mackenzie.br


IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje
 
(Ao Vivo) - Grande Debate entre Darwinismo e Design Inteligente - 24/10 - 19h30 na Universidade Presbiteriana Mackenzie - www.mackenzie.br ou

http://v3.webcasters.com.br/Login.aspx?codTransmissao=108611


IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje


Programação


SEGUNDA-FEIRA - 22/10
19h30
Abertura Oficial
19h45
CONFERÊNCIA 1:

Michael J. Behe - "O Argumento para o Design Inteligente na Biologia
TERÇA-FEIRA - 23/10
9h
CONFERÊNCIA 2:

Eduardo R. da Cruz
- "O Darwinismo como religião implícita"
10h30
CONFERÊNCIA 3:

Marcos N. Erberlin - "O Código da Vida: "Frozen Accident" ou Design Inteligente?"
14h30-17h30
OFICINAS:

Enézio E. de Almeida Filho
- "Aspectos científicos da teoria do Design Inteligente no contexto de justificação teórica"

Waldir Stefano - "A participação dos “colaboradores” na elaboração da teoria da seleção natural de Darwin"
19h30
CONFERÊNCIA 4:

Michael J. Behe - "Os Limites da Evolução Darwiniana"
QUARTA-FEIRA - 24/10
9h
CONFERÊNCIA 5:

Aldo M. de Araújo - "Uma breve história das ideias sobre evolução e seus críticos"
10h30
CONFERÊNCIA 6:

Michael J. Behe - "Respondendo Objeções ao Design Inteligente"
14h30-17h30
OFICINAS:

Adauto J. B. Lourenço
- "Evidências Científicas que Estabelecem as Bases das Propostas e dos Argumentos Criacionistas"

Gildo M. dos Santos Filho - "Evolução e a crise dos paradigmas na biologia"
19h30
MESA REDONDA:

Mediador:
Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes

-Michael J. Behe
-Aldo M. de Araújo
-Waldir Stefano
-Marcos N. Eberlin



Divulgação:

 


The Problem of Evil in Modern and Contemporary Thought

The Problem of Evil in Modern and Contemporary Thought


image for problem of evil project landing page

The widespread and devasting effects of evil are all too clear. Questions about how and why evil exists in a world that, according to many, is created and sustained by a loving and powerful God have been collected under the name "the problem of evil."

Philosophers and theologians have long wrestled with problems of evil and continue to propose a variety of answers to these challenges. Exploring the cogency and significance of many of these answers is the overall goal of "The Problem of Evil in Modern and Contemporary Thought."
This multi-faceted, four-year research initiative, spearheaded by the Center for Philosophy of Religion, with generous support from the John Templeton Foundation, funds historical and conceptual research on the problem of evil. We’re sponsoring a wide-ranging series of research activities and events, including:
  • fellowships
  • research grants
  • conferences
  • seminars
  • workshops
  • publications
  • translations
  • popular essay prizes
The research initiative is divided into three components. The first component treats the problem of evil as it was discussed in early modern philosophy. The second component treats skeptical theism. The third component addresses pain and the nature of minds.

We hope these initiatives will stimulate and promote new work on the problem of evil that will be relevant both to the scholarly community and to a larger public audience. Please contact us with questions or comments at philreligion@nd.edu.

Michael C. Rea, Professor of Philosophy and Director of the Center for Philosophy of Religion, and Samuel Newlands, Assistant Professor of Philosophy and Associate Director of the Center for Philosophy of Religion, are directing the research initiative.

Fonte: http://philreligion.nd.edu/research-initiatives/problem-of-evil/



Divulgação:

 


(Vídeo) - Você é chamado para se tornar como Jesus Cristo, que era uma pessoa singular - David Powlison

(Vídeo) - Você é chamado para se tornar como Jesus Cristo, que era uma pessoa singular - David Powlisonhttp://praticandopuritanismo.blogspot.com.br/2012/10/video-voce-e-chamado-para-se-tornar.html

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Curso Prático de Jornalismo: "Os fascistas de esquerda da política e da imprensa querem censurar a oposição, o jornalismo independente e o debate. É parte da guerra cultural para impor a sua pauta. Isso tem história e teoria".

Curso Prático de Jornalismo: "Os fascistas de esquerda da política e da imprensa querem censurar a oposição, o jornalismo independente e o debate. É parte da guerra cultural para impor a sua pauta. Isso tem história e teoria".
http://jornalismoreformacional.blogspot.com.br/2012/10/curso-pratico-de-jornalismo-os.html 

Falácia lógica: “Eu sou contra o aborto, mas não imponho a minha opinião aos outros”


“Eu sou contra o aborto, mas não imponho a minha opinião aos outros”

by O. Braga

When Joe Biden was asked about abortion in the vice-presidential debate last Thursday, he replied with what, in part, has become boilerplate. “I accept my church’s position on abortion…” he said. “Life begins at conception; that’s the church’s judgment. I accept it in my personal life; I just refuse to impose that on others, unlike my friend here, the congressman [Paul Ryan].”…
[T]he fallacy of the PONVI (personally-opposed, no-values-imposed) position is revealed when we apply it to other things. “Personally, I’m opposed to rape, but I understand the world is shades of gray; “Personally, I’m opposed to slavery; I just refuse to impose that on others, unlike my friend here….”
Uma falácia lógica habitual no discurso do relativismo moral é a do “sou contra, mas não imponho”. É vulgar ouvirmos dizer: “sou contra o aborto mas não imponho a minha opinião aos outros”.
Seguindo este raciocínio falacioso, eu poderia também dizer:
“Eu sou contra a violência doméstica, mas não imponho a minha opinião aos outros. Tenho um vizinho que agride a sua mulher todas as noites: eu não concordo com ele, mas não lhe imponho a minha visão acerca da violência doméstica”.
Naturalmente que o leitor relativista moral poderá dizer: “mas a violência doméstica é crime público, e o aborto não é”. Mas este argumento também é falacioso, por duas razões:
1/ a primeira é que a política e o Direito não são a mesma coisa que a Ética;
2/ e em segundo lugar, uma lei, sendo obviamente legal, pode não ser legítima. Legalidade não é a mesma coisa que legitimidade.
O. Braga | Terça-feira, 16 Outubro 2012 at 6:38 am | Tags: lógica | Categorias: aborto,éticacultura | URL: http://wp.me/p2jQx-dtQ

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Células-tronco embrionárias: Fim da polêmica


Células-tronco embrionárias: Fim da polêmica




Uma ótima notícia é a recente premiação ao Nobel de Medicina concedida a dois grandes pesquisadores e que põe fim a uma polêmica que nunca deveria ter sido iniciada: a imoral utilização de células-tronco embrionárias.
Os doutores John Gurdon, de 79 anos, do Instituto Gurdon, em Cambridge, e Shinya Yamanaka, 50 anos, da Universidade de Kyoto, descobriram formas de desenvolver tecidos que se comportam como células embrionárias, eliminando a necessidade de colher embriões humanos.
“Essas pioneiras descobertas alteraram completamente nossa visão sobre o desenvolvimento e especialização das células”, disse em nota o comitê que concede o Nobel, ligado ao Instituto Karolinska, de Estocolmo.

Ideologias que promovem também a decadência da cultura ocidental: evolucionismo e cientificismo

O estupor da cultura ocidental

by O. Braga

A modernidade centra-se nestas duas vertentes: O conceito de "evolução", concluindo que o que é mais novo é melhor, pois é mais avançado em termos evolucionistas. O conceito de evolução é transportado sem filtros para dentro da cultura e pronto. As bases da alta cultura foram derrotadas.
A técnica passa a ser a base "cultural" da modernidade. A ciência é o novo Prometeu que roubou para o ser humano o dom do conhecimento, e com o conhecimento  o homem pode construir sua própria felicidade, sem intercessão divina.  Não  mais  interessa conceitos antigos e demodeés como "moral" ou "justiça", o que é mais novo é o melhor. Ponto final.
Este artigo é interessante na medida em que resume em poucas palavras a decadência da cultura ocidental ao longo do século XX. Essa processo de decadência já vinha de trás no tempo, mas foi no século XX que atingiu todo o seu estupor.
Quando falo em "decadência da cultura ocidental", não me baseio em uma qualquer doutrina historicista, como por exemplo, a de Oswald Spengler, ou quejanda. Apenas constato a existência de factos e/ou de acontecimentos; baseio-me na observação dos fenómenos sociais e culturais.

A interpretação que eu faço (e não só eu, graças a Deus!) desta observação pode estar eventualmente errada, mas tento seguir Aristóteles: partir dos factos para a teoria, e depois retornar da teoria aos factos para ver se “bate tudo certo”. E acima de tudo tento evitar qualquer formatação em doutrina.
Porém, numa sociedade cada vez mais envelhecida (com muita gente idosa), a força cultural da falácia lógica ad Novitatem (“o que é mais moderno é que é bom”) tende naturalmente a ser corroída. Não será possível que a ideia darwinista de “evolução”, aplicada à sociedade e ao ser humano, “evolua” muito mais ou tenha um futuro promissor nesta Europa de gente cada vez mais idosa. Ou melhor dizendo, as sociedades envelhecidas da Europa estão condenadas [a prazo] a agravar, ainda mais, o moderno e característico conflito inter-geracional.
O. Braga | Quinta-feira, 4 Outubro 2012 at 7:58 am | Categorias: culturaEuropa,Sociedade | URL: http://wp.me/p2jQx-dlx

Igualitarismo: Redução ao absurdo


Igualitarismo: Redução ao absurdo


Leo Daniele
Sonhei. Confesso que foi um sonho muito singular! Vi um comício de…  insetos.
O clima estava tenso no meeting.  “Abaixo a discriminação, igualdade, igualdade!”, bradava furiosa uma aranha “enorme”, imponente em sua teia regular e geometricamente constituída:  “Protegem os mamíferos. Os animais grandes por acaso são racionais? Ou são como nós, corpos sem espírito? Por que o Código Penal os protege, e nada diz em nosso favor? Vejam esta: um casamento de cães e a dona gastou na festa 500mil reais![1] Para nós, é só inseticida.
A traça gritava: “Cultura, cultura, precisamos de mais livros”. (Para que, hein? Como se sabe, as traças se alimentam das publicações). Um louva deus da TLI (Teologia da Libertação dos Insetos) dizia: gente, gente: união, união. Somos todos irmãos, somos todos iguais. O comitê das pulgas ostentava um cartaz em que se lia: “Mamíferos gigantes (os homens), não se cocem pois nos atrapalha”… Saúvas vermelhas exclamavam: pensam  que não percebemos que entre os homens há vermelhos que nos invejam? Então, por que calcam o pé sobre nós? Será que é só porque temos rainhas? Insetos de todo mundo, uni-vos!
O comício se desenrolava assim, quando chegou a reportagem.
Logo procurou pela traça, presumivelmente o mais amigo dos livros entre os insetos, para prestar declarações. O repórter perguntou: Qual a razão dessa manifestação dos insetos, um pouco singular?
Traça: Somos animais como os outros, mas vítimas de um absurdo preconceito apenas porque somos pequenos. É só uma questão de tamanho. Todo animal, grande ou pequeno, é um corpo sem razão. As sociedades protetoras de animais não nos protegem. Por que? Tem lógica? Somos tão animais quanto os mamíferos. É uma discriminação. Estamos apenas cumprindo a pauta que nos deu a natureza; nada de mal, não é? Se talvez incomodamos um pouco, compare com a opressão que vem da raça humana. É uma guerra racial, sem tréguas. Os animais domésticos são uns bajuladores do homem. Nós não bajulamos, e por isso somos perseguidos. Igualdade!  Guilhotina neles! São politicamente incorretos!
Repórter: Mas você não acha que entra um pouco de legítima defesa de parte dos homens face a vocês?  Há insetos daninhos, venenosos, outros machucam e coçam.
Traça: Há também insetos não venenosos, que são tratados com os mesmos preconceitos. Que legítima defesa pode haver face a uma barata inofensiva? Desculpe, se é uma questão de beleza, entre vocês homens há cada espécime… Veja o meu caso pessoal de traça: não mordo ninguém, não faço barulho. Apenas busco meu sustento, onde estou acostumada. Ou será que um livro inerte tem mais valor do que eu, que sou um ser vivo? Por que motivo esmagar uma mosca, que não pica, e agradar um cão, que às vezes fere gravemente, como um rottweiller?  Mera questão de tamanho? Quer um animal mais inofensivo que uma minhoca? Lá vai ela enganchada cruelmente num anzol. Onde fica a igualdade entre os animais, racionais ou não? E, se nos tratam desigualmente, onde fica o igualitarismo tão querido dos homens de hoje?
Repórter:  É verdade.  Nunca se ouve um ecologista, desses que dizem que não se deve matar nem uma cobra, nem uma onça, deixar sua casa ser invadida por baratas, pernilongos ou outros inofensivos insetos. Preconceito!
A essa altura se ouviu a aranha gritar: “igualdade! igualdade! Entre os insetos e os outros animais! Entre os animais e os homens! Justiça! Justiça! Abaixo os inseticidas genocidas! Abaixo as classes sociais, ou melhor, as classes animais!”
Passou então um dos redatores do Projeto de Código Penal, ora em discussão, e disse: Isso é lógico, pelo menos tão lógico ou tão ilógico quanto vários itens que pusemos em nosso projeto. Vou sugerir novos artigos. Os insetos são tão animais quanto os Totós e os Bichanos. A diferença está apenas em que eles não têm ossos. E daí? Nem um, nem outro são racionais. Sejamos igualitários! Sejam proibidos  os inseticidas, contrários aos “direitos humanos” dos insetos. Uma prática de genocídio.
Finalmente, o despertador tocou. Um alívio! E terminou o show da “redução ao absurdo”, de que falam os especialistas na arte da argumentação.[2]
Esse sonho se destaca por sua grande simplicidade. Aonde quero chegar? Quero mostrar de maneira simples e acessível, o absurdo de alguns artigos do Projeto de Código Penal, dos igualitários e dos ecologistas radicais em geral. Onde está a coerência deles?  Dos protetores de animais, que só protegem os animais grandes?  Por que? Se as ideias deles são lógicas, por que não protegem também os insetos? Duvido que a casa de um ecologista seja cheia de traças e baratas!
Vamos aplicar o bom senso e a coerência no que diz respeito aos animais grandes e pequenos. E prestar atenção ao ensinamento das Sagradas Escrituras, do livro sagrado do Genesis:
Enchei a Terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a Terra”.[3]
O que não for isto não é um ambientalismo cristão, como denuncia o livro de Dom Bertrand de Orleans e Bragança,Psicose ambientalista[4]. É semelhante a uma nova religião. Esse igualitarismo descrito em meu sonho, que parece tão absurdo, é mesmo tão absurdo quanto o igualitarismo entre os homens, pois se baseia nas mesmas premissas e nos mesmos slogans. Já em 1978,  Dr. Plinio previa que a mania da igualdade entre os humanos levaria até o desvario dos “direitos” dos animais sobrepujarem os direitos dos homens![5] Estamos nisso!

[1] O Estado de S. Paulo, 13-7-2012.
[2] ”Redução ao absurdo”: redução ao impossível, ou prova por contradição, consiste em deduzir de um argumento uma consequência absurda ou ridícula, para demonstrar que o argumento está errado. É absurdo em pregar a igualdade entre os homens e os animais grandes, ou entre estes e os insetos.
[3] Gn, 1, 27,29.
[4] Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, São Paulo, 2012.
[5] 8.11.78.

Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/igualitarismo-reducao-ao-absurdo


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