"The renowned philosopher Karl Popper coined the term "demarcation problem" to describe the quest to distinguish science from pseudoscience. He also proposed a solution. As Popper argued in a 1953 lecture, "The criterion of the scientific status of a theory is its falsifiability." In other words, if a theory articulates which empirical conditions would invalidate it, then the theory is scientific; if it doesn't, it's pseudoscience.
That seems clear enough. Unfortunately, it doesn't work. Epistemologists present several challenges to Popper's argument. First, how would you know when a theory has been falsified? Suppose you are testing a particular claim using a mass spectrometer, and you get a disagreeing result. The theory might be falsified, or your mass spectrometer could be on the fritz. Scientists do not actually troll the literature with a falsifiability detector, knocking out erroneous claims right and left. Rather, they consider their instruments, other possible explanations, alternative data sets, and so on. Rendering a theory false is a lot more complicated than Popper imagined—and thus determining what is, in principle, falsifiable is fairly muddled."


O cidadão comum deveria começar a estar mais preocupado, não só com a elite académica em geral, mas sobretudo com a comunidade dos investigadores científicos em particular. Existe hoje, nas universidades, uma deriva cientificista tão forte e a tal ponto, que um energúmeno com um alvará em História defende aquela tese supracitada, e ninguém contesta. E não nos esqueçamos que essa “tropa” académica faz as suas “investigações científicas” com o dinheiro dos contribuintes; e essa é mais uma razão para sabermos o que eles pensam acerca da ciência.
Um professor de História da universidade de Princeton (a mesma universidade onde Peter Singer dá lições de bio-ética), de seu nome Michael D. Gordin, diz que o princípio de falsicabilidade de Karl Popper está errado, e que não é possível definir o que é ciência ou não, por intermédio desse princípio. Karl Popper deu um exemplo chão do que consiste o princípio da falsicabilidade, como segue:
  • Alguém faz a seguinte proposição: “todos os cisnes são brancos”, e pretende que esta sua proposição seja objecto de investigação científica [no sentido de se apurar a verdade objectiva sobre a proposição]. Porém, diz Karl Popper, é preciso saber se esta proposição é falsificável (passível de refutação empírica), para que possa ser objecto de investigação científica. E basta que alguém demonstre empiricamente que existe, pelo menos, um cisne negro, para que então a proposição seja falsificável (refutável) e possa ser investigada pela ciência.
O professor de História de Princeton segue o raciocínio “anti Karl Popper” de Lakatos e de Feyerabend, de que falarei mais adiante. Entretanto, utiliza um argumento estapafúrdio, que é o seguinte [tradução livre]:
Ler mais deste artigo