Como é que o darwinismo explica a formação do cílio — ou do flagelo, ou do sistema imunitário humano, ou do sistema de coagulação do sangue, etc. — mediante o conceito de selecção natural através de mutações aleatórias que consistem em pequenas alterações dos sistemas em pequenos passos?
Um dos grandes sofismas do darwinismo é misturar a micro-mutação, por um lado, com macro-mutação, por outro lado. Subliminarmente, para o darwinista, os dois conceitos obedecem aos mesmos princípios. E quando alguém ataca a macro-mutação, os darwinistas respondem dizendo que as micro-mutações existem, e por isso o princípio, em geral (incluindo a macro-mutação) , está correcto. Ser darwinista, hoje, é ser retórico e ignorar sistematicamente a boa-fé e a lógica. Não é possível ser darwinista sem ser aldrabão: a condição de aldrabão é prévia.
Por outro lado, o darwinista despreza a filosofia da ciência. Por exemplo, quase todos os filósofos da ciência — com excepção do “vale tudo” de Feyerabend — seguiram e desenvolveram o princípio aristotélico que recomenda que (1) se parta da experiência para a teoria, (2) e depois da teoria para a experiência. Os darwinistas apenas seguem o primeiro passo do processo.
A ciência positivista não é metafísica. Enquanto existirem pessoas que consideram a ciência positivista como um ramo da metafísica, entramos numa “ciência esquizofrénica”, porque o positivismo em si mesmo pretende ser a negação da metafísica.