Are female scientist meant to be portrayed as cosmetic junkies? Are they supposed to come up with a superawesome formula for lipstick? And should women expect to receive such scrutinizing stares from male colleagues when they walk into a lab?
Ainda hoje não consigo compreender por que “carga de água” uma mulher que opta por ficar em casa, a cuidar dos filhos, há-de ter uma actividade social menos nobre do que uma “presidenta” da república.
A União Europeia meteu a pata na poça (outra vez!) com um vídeo que seria, alegadamente, de promoção do papel da mulher na ciência. O vídeo apresentava as estudantes em poses de bordel, apelando, portanto, à emoção, o que é exactamente o oposto do que é exigido ao cientista.
Este assunto, o do papel do homem e da mulher na realidade e na acção social, é complicado porque as ideologias políticas complicaram aquilo que é relativamente simples. E quando me refiro às ideologias políticas, refiro-me a quase todas. Por exemplo: por que é que, em termos gerais, os rapazes são melhores do que as raparigas em matemática?
Uma matemática americana defendeu a seguinte tese:
Perante um problema matemático de múltiplos graus, o rapaz típico mal lê a pergunta e começa logo a escrever; e normalmente erra na solução do problema, porque não compreendeu a pergunta e precipitou-se na resposta.
Pelo contrário, a rapariga lê a pergunta cuidadosamente, várias vezes, até a compreender bem. E depois esboça, na sua cabeça, o primeiro passo a seguir na resolução do problema matemático, mas não passa imediatamente à acção [escrita]. E como não consegue visualizar mentalmente e imediatamente todo o processo de solução do problema, a rapariga bloqueia emocionalmente, e pára a sua acção.
O rapaz típico apresenta uma característica da masculinidade: a assunção do risco, muitas vezes temerário e que conduz ao erro. A rapariga apresenta uma característica da feminilidade: a forte influência da emoção no seu comportamento.
Por outro lado, um curso superior ou um doutoramento, por si só, não garante a excelência de uma actividade profissional: é um erro supor que um "alvará de inteligência" é garantia de inteligência e/ou de performance excelente.
Tudo isto é normal e conforme as naturezas respectivas dos rapazes e das raparigas. Não há que mudar aquilo que é impossível mudar. O que é possível fazer é ensinar os rapazes a ter mais calma e a ler as perguntas com cuidado; e ensinar as raparigas a controlar a emoção, dentro do possível, e convencê-las a abordar os problemas e a realidade de um passo de cada vez.
De resto, haverá sempre áreas de actividade em que as mulheres são e serão sempre superiores aos homens, e outras áreas de actividade em que acontece o oposto. Não é possível dividir a sociedade em 50/50, distribuindo igualitária e administrativamente as competências por entre os dois sexos. E ainda hoje não consigo compreender por que “carga de água” uma mulher que opta por ficar em casa, a cuidar dos filhos, há-de ter uma actividade social menos nobre do que uma “presidenta” da república.