sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pseudociência: como a falta de transparência na pesquisa acadêmica afeta a credibilidade. A proposta é simples e direta: os cientistas deveriam divulgar de que maneira coletam e analisam os dados que dão sustentação às suas publicações científicas.


Pseudociência: como a falta de transparência na pesquisa acadêmica afeta a credibilidade


A proposta é simples e direta: os cientistas deveriam divulgar de que maneira coletam e analisam os dados que dão sustentação às suas publicações científicas.

Todavia, conforme sublinham Joseph Simmons e Uri Simonsohn, da Wharton, e seu colega da Universidade da Califórnia em Berkeley, Leif Nelson, em recente monografia, enfatiza-se exageradamente a publicação dos resultados das pesquisas em periódicos respeitáveis e pouca atenção se dá às evidências apresentadas em apoio às descobertas feitas. Na verdade, observam os autores, "infelizmente é fácil demais publicar evidências 'estatisticamente significativas' capazes de corroborar qualquer hipótese, não importa qual".

Não se trata de modo algum de nova preocupação. Não só o segmento acadêmico, como também o público de modo geral, sempre viu com ceticismo estudos que, em alguns casos, desafiam o bom senso. O problema nesse caso, diz Simonsohn, é que esse tipo de postura acaba pondo em dúvida até mesmo as pesquisas mais sólidas, capazes de produzir novos insights sobre tudo — comportamento do investidor, marketing do produto e até mesmo psicologia do consumidor.

Uma vez que é muito fácil encontrar evidências para qualquer hipótese, e como as descobertas que desafiam o bom senso são as mais noticiadas e elogiadas, "existe sempre a tentação de se fazer pesquisas cuja contribuição, no fim das contas, pouco beneficia a sociedade", diz Simonsohn. "Em vez de fazer perguntas que culminarão com descobertas importantes em nossas respectivas áreas, muitas vezes as perguntas que fazemos são aquelas que granjearão a atenção dos meios de comunicação. Estamos perdendo verdades importantes sobre o mundo."

Exemplificando, diz Simonsohn, "e se houvesse uma boa maneira de influenciar o comportamento das taxas de juros, ou um modo que permitisse descobrir as realidades básicas a respeito de como formamos nossas opiniões? Do jeito que as coisas estão atualmente, não estamos dando aos cientistas o incentivo correto" para que sigam essa linha de questionamento.

É uma questão de metodologia, conforme explicam Simmons e seus colegas na monografia intitulada "Psicologia do falso positivo: flexibilidade não revelada na coleta e análise de dados permite apresentar qualquer coisa como se fosse importante  [False-Positive Psychology: Undisclosed Flexibility in Data Collection and Analysis Allows Presenting Anything as Significant].

O erro mais caro


Dizem os pesquisadores que o "erro mais caro" do processo científico — que consiste na geração de hipóteses, coleta e análise dos dados para ver se são coerentes com as hipóteses — é um falso positivo, um efeito para o qual se obtêm evidências estatisticamente significativas, embora tal efeito não seja real. Os falsos positivos, dizem os autores, são persistentes, eles desperdiçam recursos ao "inspirar investimentos em programas de pesquisas estéreis" e podem, por fim, criar problemas de credibilidade em qualquer campo depois de publicados.

Falsos positivos ocorrem de vez em quando, mas a elevada frequência dos casos observados se deve ao fato de que os pesquisadores têm de tomar inúmeras decisões durante o processo de coleta e análise de dados. Além disso, dizem os autores, "é prática comum entre os pesquisadores buscar uma combinação de alternativas analíticas que produzam resultados de 'importância estatística' e, em seguida, informar apenas o que deu certo. O problema, é claro, é que a possibilidade de pelo menos uma (entre muitas) análises gerar uma descoberta que seja um falso positivo" é elevada. Na verdade, o pesquisador está invariavelmente "mais propenso a encontrar uma falsa evidência acerca da existência de um efeito do que uma evidência verdadeira que negue sua existência".
Some-se a isso o desejo do pesquisador de encontrar um resultado estatisticamente significativo — quanto menos intuitivo, melhor. Ou, conforme dizem os autores, "uma vasta literatura comprova que as pessoas se guiam por interesses pessoais na hora de lidar com informações ambíguas, optando por conclusões defensáveis que se encaixem em seus desejos" e culminem com a publicação do seu trabalho.

Simonsohn dá um exemplo hipotético. Suponha que um pesquisador esteja tentando ajudar um profissional de marketing a descobrir o que torna atraente para o público jovem um anúncio de televisão ou de vídeo. Digamos que uma possibilidade seja veiculá-lo acompanhado de uma música de sucesso. Nesse momento, como já sabemos que se trata de uma boa ideia, o pesquisador simplesmente analisaria se vale a pena pagar pelos direitos autorais da música em questão tomando-se por base a receita gerada pelo anúncio. "Tudo isso é muito monótono", diz Simonsohn. "Imagine agora um artifício por meio do qual são introduzidas no anúncio linhas amarelas subliminares em diagonal com o objetivo de aumentar as vendas. Se estivermos diante de dois estudos assim, o que estima o valor exato do custo a ser pago pelos direitos autorais de uma música não será publicado porque acredita-se que não seja interessante. O outro será publicado, porque se trata de um estudo menos intuitivo." Fazer perguntas menos óbvias faz sentido, porque a informação vale mais nesses casos, observa Simonsohn. "Contudo, no momento em que trabalhar com a informação correta deixa de ser uma exigência para que um estudo seja realizado e publicado, segue-se que fazer perguntas menos óbvias tenderá a produzir descobertas menos confiáveis. O pesquisador dará preferência à solução das linhas amarelas. Ela nos desvia das perguntas que nos levarão a descobertas mais reais e verificáveis."

Embora Simonsohn reconheça que os acadêmicos há tempos se preocupam com as liberdades que alguns pesquisadores tomam quando analisam os dados do seu trabalho, ele assinala três contribuições exclusivas da sua monografia. Em primeiro lugar, ele e seus colegas oferecem uma solução simples e barata para o problema e que não interfere com o trabalho dos cientistas que já fazem tudo certo — quando pede a eles que divulguem o que fizeram, basta acrescentar apenas algumas dúzias de palavras à maior parte dos artigos. Em segundo lugar, os autores mostram o tamanho a que o problema pode chegar: embora até o momento houvesse a suspeita de que as consequências de se tomar tais liberdades fosse algo relativamente secundário, os autores mostram que tal comportamento aumenta em mais de 50% as chances de encontrar evidências de uma hipótese falsa. Em terceiro lugar, os autores fizeram uma experiência real para exemplificar de que modo os dados são manipulados para que produzam o resultado desejado.

Na demonstração feita, os autores "mostraram" que ao ouvir a música dos Beatles "When I'm 64", as pessoas se tornavam mais jovens — isto é, elas não apenas se sentiam mais jovens; era, de fato, como se tivessem rejuvenescido [mais de um ano]. Simonsohn e os demais pesquisadores usaram participantes reais e recorreram a análises estatísticas para chegar a conclusões que, a despeito dos cuidados tomados, são obviamente falsas. A análise foi feita ao mesmo tempo que os dados eram colhidos — e era interrompida tão logo obtinha-se o resultado desejado. Os autores estudaram também o efeito reverso sobre pessoas que ouviam a cantiga infantil "Hot potato", mas não informaram o resultado obtido porque a predição não funcionava nesse caso. Esses dois procedimentos — a monitoração de dados e a exclusão dos insucessos — não só são aceitos pelos periódicos especializados, como são também por eles requeridos com frequência, de modo que os estudos sejam apresentados de forma "simplificada".

Essa flexibilidade pode levar a um número elevado de falsos positivos, avalia Simonsohn. Pode também gerar uma atitude de cinismo nas pessoas que leem a conclusão de um estudo científico que "parece simplesmente impossível", acrescenta. "Mas é importante lembrar que algumas das principais teorias em que acreditamos hoje pareciam, no início, coisa de lunático [...] Seria péssimo se o público em geral começasse a descartar as conclusões da ciência por causa do nível extremamente baixo das pesquisas."

A necessidade de exigências mínimas


Para solucionar o que os autores chamam de "problema da flexibilidade-ambiguidade", eles propõem seis exigências para os pesquisadores e quatro diretrizes para os revisores dos periódicos científicos que, segundo acreditam, podem contribuir para decisões mais bem informadas no que diz respeito à credibilidade das descobertas dos pesquisadores. Uma das recomendações mais importantes para os pesquisadores requer que eles informem de que modo determinaram o tamanho da amostra trabalhada especificando as condições em que o experimento foi realizado e as manipulações que não deram certo, evitando assim que os pesquisadores trabalhem apenas com aqueles resultados coerentes com suas hipóteses.

Com relação às diretrizes a serem seguidas pelos revisores, uma das mais significativas requer que os autores "demonstrem que os resultados obtidos não dependeram de decisões analíticas arbitrárias"; outra diz que se "as justificativas apresentadas para a coleta e análise de dados não forem convincentes, os revisores deverão exigir dos autores que procedam a uma réplica exata do experimento feito". Desse modo, o revisor "poderá dizer a um autor: 'Gostei da sua monografia. Faça novamente o estudo no. 4 do mesmo jeito, mas com o dobro de pessoas. Se funcionar, publicaremos seu trabalho'", diz Simonsohn. "Isso, porém, nunca acontece, mas é o que deveria acontecer."
Os autores assinalam que as exigências de divulgação referidas acima "acarretam custos mínimos aos pesquisadores, leitores e revisores [...] Deveríamos trabalhar com exigências desse tipo como se a credibilidade da nossa profissão dependesse delas. Na verdade, é isso mesmo".

Simonsohn faz questão de salientar que os problemas descritos em seu trabalho não são frutos de "más intenções". Eles decorrem das ambiguidades que se imiscuem na coleta e análise de dados, bem como do desejo dos "pesquisadores de obter resultados estatisticamente importantes".
Embora muitos dos colegas de Simonsohn apoiem a adoção das recomendações mencionadas acima pelos editores de periódicos científicos, há também quem critique a monografia dos autores. Os críticos podem ser alocados em três categorias. "Ninguém é contra nossa pesquisa", diz Simonsohn. "A maioria das pessoas a apoia discretamente. Há, porém, quem diga: 'Vocês levantaram alguns pontos interessantes. Precisamos de um tempo para pensar neles'. Essa é a resposta típica de quem pensa na necessidade de algum tipo de reforma." Outra reação é de quem "concorda conosco, mas acredita que não é papel dos periódicos estabelecer padrões de pesquisa. 'Somos cientistas', dizem, 'as pessoas devem divulgar o que desejarem". A terceira crítica diz que "estamos atacando psicólogos sem evidências que respaldem nossas queixas — essas coisas diminuem o impacto da nossa profissão e a capacidade que ela tem de influenciar as políticas e conseguir financiamentos".

Simonsohn discorda. "Somos cientistas simplesmente porque as pessoas nos consideram mais bem preparados para descobrir o que é verdade. Se nossa metodologia nos privar dessa vantagem, basta perguntar aos pesquisadores sua opinião sobre o tema trabalhado, em vez de requerer deles as análises estatísticas que utilizaram. As evidências obtidas por meio de uma flexibilidade ilimitada de análise e coleta de dados talvez sejam tão confiáveis quanto um mero palpite — possivelmente até menos, se publicarmos apenas os resultados de nossos estudos que colidem com o bom senso. Para mim, não há questão que mereça mais atenção do que essa."

Publicado em: 27/06/2012

Fonte: 
http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=2225&language=portuguese



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O fim da lealdade do empregado à empresa: mais uma vítima do novo mercado de trabalho


O fim da lealdade do empregado à empresa: mais uma vítima do novo mercado de trabalho
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A deformação da teoria: a mudança quieta no pensamento evolucionário


Posted: 27 Jun 2012 06:24 AM PDT


Douglas Axe 25 Junho, 2012 12:29 PM | Permalink

É impressionante como o pensar sobre a evolução mudou desde que eu comecei acompanhando o assunto nos anos 1980s. Os biólogos de hoje claramente já chegaram à conclusão de que a teoria da evolução deve ser revisada a fim de evitar conflito com os dados genômicos, e ainda assim eles estão muito relutantes em dizer que os problemas forçando a mudança são problemas profundos. Uma consequência dessa abordagem  negócios como de costume é que os jovens biólogos podem desconhecer que eles estão herdando uma versão de darwinismo que teria sido considerado bem peculiar somente há uma geração atrás.



Uma mudança particularmente importante tem a ver como as sequências de dados são usadas para construir árvores filogenéticas – diagramas ramificados que representam as relações evolucionárias propostas entre as espécies. Uma vez que essas árvores são, essencialmente, nada mais do que hipóteses, os cientistas deveriam considera-las desse jeito. A questão toda, afinal de contas, é ver quão bem elas resistem ao escrutínio crítico. Mas, este um aspecto importante no qual o pensamento evolucionário tem mudado.

Nos anos 1970s, antes do sequenciamento do DNA se tornar rotina, os cientistas usaram várias propriedades de proteínas, inclusive suas sequências de aminoácidos para construir árvores filogenéticas. As séries de dados eram muito menores do que elas são agora, mas os princípios básicos e as pressuposições subjacentes eram as mesmas. As proteínas correspondentes de diversas espécies eram comparadas a fim de quantificar suas semelhanças, e as árvores das espécies eram construídas dos resultados.

Embora a crença de que todas as espécies eram relacionadas era tão sacrossanta quanto é agora, havia, pelo menos, um reconhecimento geral de que as árvores eram somente críveis quanto a evidência apoiando-as. Em particular, a maioria dos biólogos reconhecia a importância da consistência entre as inferidas árvores das espécies, significando que a análise realizada nos genes correspondentes ou proteínas tiradas de diversas espécies deveria produzir a mesma árvore independente de quais genes ou proteínas tinham sido usados. Ellen Prager e Allan Wilson relatam assim em 1976 1:

“A fim de testar a confiabilidade do uso de proteínas para elabora relações filogenéticas, é essencial determinar se a ordem de ramificação da árvore evolucionária que alguém obtém depende da proteína estudada.”

Se a análise der árvores diferentes quando aplicada a diferentes proteínas, então algo está errado. Uma década mais tarde, David Hillis também igualmente enfático 2:

“Um objetivo principal das pesquisas filogenéticas é reconstruir a história evolucionária de um grupo de organismos. Porque os organismos pesquisados têm uma única história, as pesquisas sistemáticas de qualquer série de caracteres geneticamente determinados deveriam ser congruentes com outras tais pesquisas baseadas em séries diferentes de caracteres nos mesmos organismos? A congruência entre pesquisas é evidência forte de que o padrão histórico subjacente foi descoberto; conflito pode indicar problemas teóricos ou de procedimento em uma ou nas duas análises, ou pode indicar que dados adicionais são necessários para as relações filogenéticas em questão.”

Mas se nós avançarmos rapidamente duas décadas, torna-se claro que o quadro consistente que todo mundo esperava – todos os genes confirmando os mesmos padrões de relações de espécies – não aconteceu. Antes, o que nós temos é algo  tipo uma bagunça, como James Degnan e Noah Rosenberg tornaram claro em um artigo publicado em 2009 3:

“Muitas das primeiras pesquisas examinando o sinal conflitante de genes diferentes encontraram considerável discordância nas árvores baseadas em genes: pesquisas de hominídeos, pinheiros, ciclídeos, tentilhões, gafanhotos e mosquinhas das frutas, todas elas detectaram discordância genealógica tão ampla que nenhuma topologia de uma única árvore predomina.” 

E apesar de tentativas consistentes em retratar isso como sendo algo menor do que uma crise para a teoria da evolução, a notícia encontrou seu caminho na imprensa popular. Naquele mesmo ano, o jornal inglês, The Telegraph caiu em cima da história com um artigo intitulado, "Charles Darwin's tree of life is 'wrong and misleading' claim scientists" [A Árvore da Vida de Charles Darwin está ‘errada e conduz ao erro’] 4.

Bem, agora que o segredo se tornou público, o que nós vamos fazer com isso? Alguém pensaria que se “A congruência entre pesquisas é evidencia forte de que o padrão histórico subjacente foi descoberto”, então uma ampla falta de congruência de árvores baseadas em genes deveria provocar o reconhecimento de incerteza histórica. Afinal de contas, por que nós deveríamos acredita que as árvores baseadas em genes revelam as histórias das espécies se os próprios genes não concordam entre si nessas histórias?

Na verdade, torna-se muito fácil construir histórias evolucionárias totalmente fictícias quando nós abandonamos a expectativa de consistência de que tal mudança deva ser considerada como solapando todo o exercício de reconstrução filogenética. Whisky, querosene e leite não têm nenhum pedigree comum, mas isso não deveria nos impedir de elaborar um, se nós fôssemos baixar o padrão nessa maneira. A única perspectiva de elevar a construção de árvores a algo mais do que um jogo, então, é que isso possa descobrir um padrão extremamente consistente de relação entre as espécies. E a verdade sóbria é – a construção de árvores não faz isso.

Mas, também é um fato que o compromisso da comunidade científica com a evolução naturalista de algum tipo é bem profunda. Nas palavras do biólogo evolucionista Eric Bapteste 4:

"Se você não tem uma árvore da vida, o que isso significa para a biologia evolucionária? A princípio isso é muito assustador – mas nos últimos dois anos, as pessoas começaram a libertar suas mentes." Segundo o filósofo de biologia John Dupré, tudo isso "faz parte da mudança revolucionária em biologia. Nosso modelo padrão de evolução está sob enorme pressão. Nós iremos, nitidamente, ver a evolução muito mais sobre fusões e colaboração do que mudança dentro das linhagens isoladas"4.
Isso, talvez, já é um começo. Mas nós temos algo em mente ainda mais revolucionário.

Referências citadas:

(4) http://www.telegraph.co.uk/science/4312355/Charles-Darwins-tree-of-life-is-wrong-and-misleading-claim-scientists.html

Crédito da imagem: Versão da foto de Norbert Nagel, Wikimedia Commons.

+++++

NOTA DESTE BLOGGER:

A Sociedade Brasileira de Genética lançou recentemente um manifesto sobre o avanço do criacionismo e Design Inteligente nas universidades brasileiras.

Pretendo replicar este documento, mais um panfleto ad baculum eivado de erros históricos e distorções de evidências científicas a favor do fato, Fato, FATO da evolução.

Uma "estudantada" que desmerece aquela instituição científica. 


Aguardem!!!



Fonte: http://pos-darwinista.blogspot.com


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A solução para o problema da Europa? “É preciso mais Europa!”


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Um Deus que existe é um Deus que não existe. Miguel Real



A lógica flatulenta do Miguel Real


by O. Braga

Eu vi, num canal de televisão, uma curta entrevista com um tal Miguel Real que publicou um livro com o título “Nova Teoria do Mal”.
O Miguel Real resumiu o livro como segue: o mal da humanidade resume-se à (1)carência (fome e sede), (2) à dor física (por exemplo, a doença), (3) à dor psíquica (por exemplo, o stress pós-traumático) e (4) à morte. Segundo o Real, para além destas quatro formas de mal, não existe mais nada que seja mau; ou melhor: o mal resume-se a estes quatro critérios.
E depois, o Real decretou, na tal entrevista, que “Deus não existe” — e aqui, o Real, talvez sem ter plena consciência daquilo que disse, tem toda e absoluta razão: um Deus que existe é um Deus que não existe. Aquilo que existe só poder ser um objecto; e por isso, Deus não existe enquanto objecto. Estou totalmente de acordo com ele.
E é baseado neste pressuposto dos 4 critérios identificadores do mal, e mais nenhum outro, que o Miguel Real pretende criar uma “nova teoria moral”. Reparem bem como a nossa inteligência académica caiu na merda!. Naturalmente, e como não poderia deixar de ser, o Real é radical de Esquerda, como podemos verificar nesta sinapse do seu livro.
Os quatro critérios de identificadores do mal, segundo o Real, assentam na lógica do peido (ou a lógica do ciclo do carbono): qualquer cão ou gato — ou qualquer outro animal, e até mesmo uma bactéria que também é provida de flatulência —, e se fossem providos de razão, poderiam subscrever os "critérios do mal" segundo o Real. Ao ouvir o Miguel Real na televisão dizer o que ele disse, e vindo da mente dele através da sua (dele) boca, quase acreditei que ele tinha razão...!
Vejam bem: o Miguel Real publicou um livro através do qual pretende reduzir o sentido da vida humana, e a ética, ao estatuto lógico de um peido!: (1) comer e beber; (2) e para melhor poder comer e beber, evitar a doença; (3) e quando não for possível evitar a doença e, por isso, ter que deixar de bem comer e melhor beber, então acelera-se a morte com uma injecção atrás da orelha, como se faz aos cães para não sofrerem — os cuidados paliativos não servem, porque a gente fica viva sem poder comer bem, beber bem, e... peidar à fartazana!
Uma mais completa versão do que a o Miguel Real, só a da Patrícia Churchland que reduziu o sentido da vida humana aos 4 Éfes: Feeding, Fighting, Fleeing and Fucking.
O Miguel Real escreveu um livro inteiro sobre o Mal, e não percebeu que o estatuto ético de um peido que ele próprio atribui ao ser humano é exactamente a causa do mal. Ou seja, o livro do Miguel Real é redundante e circular: pretende explicar uma coisa que é intrínseca às próprias ideias exaradas no livro. Pura perda de tempo e dinheiro!, para quem escreve e para quem vai comprar o livro para o ler.
E depois comete imensos erros baseados nos mitos propagandeados pelo darwinismo. Por exemplo, a sua alusão à embriologia comparada — por exemplo, a ideia segundo a qual a forma de um feto humano é semelhante à forma do feto de um peixe (girino); por isso é que o idiota Peter Singer diz que um ser humano recém-nascido tem o valor ontológico de um peixe. Estamos aqui perante uma “ciência” que julga pelas aparências; estamos perante puro cientismo.
O livro do Miguel Real faz parte do problema, e não da solução.
O Miguel Real é o representante puro da mentecapcia intelectual coeva; é puro mentecapto com um alvará de inteligência tirado numa merda qualquer com nome de universidade. Mas publicou um livro com direito a tempo de antena em televisão! O Miguel Real é uma das razões por que este país não sai da cepa-torta; e depois, ainda se queixa dos políticos...?!

David Kato, uns dos maiores ativistas homossexuais do mundo é morto por um prostituto por não pagar o valor do programa sexual! Esta morte irá entrar na estatística de homofobia!

David Kato, uns dos maiores ativistas homossexuais do mundo é morto por um prostituto por não pagar o valor do programa sexual! Esta morte irá entrar na estatística de homofobia!

http://intoleranciahomossexual.blogspot.com.br/2012/06/david-kato-uns-dos-maiores-ativistas.html

(Vídeo) - O dilema do Método Histórico Crítico - Prof. Dr. Augustus Nicodemus - Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

(Vídeo) - O dilema do Método Histórico Crítico - Prof. Dr. Augustus Nicodemus - Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


http://academiaemdebate.blogspot.com.br/2012/06/video-o-dilema-do-metodo-historico.html

Um dos grandes sofismas do darwinismo é...


Pergunta ao troll darwinista de serviço na blogosfera

by O. Braga

Como é que o darwinismo explica a formação do cílio — ou do flagelo, ou do sistema imunitário humano, ou do sistema de coagulação do sangue, etc. — mediante o conceito de selecção natural através de mutações aleatórias que consistem em pequenas alterações dos sistemas em pequenos passos?
Um dos grandes sofismas do darwinismo é misturar a micro-mutação, por um lado, com macro-mutação, por outro lado. Subliminarmente, para o darwinista, os dois conceitos obedecem aos mesmos princípios. E quando alguém ataca a macro-mutação, os darwinistas respondem dizendo que as micro-mutações existem, e por isso o princípio, em geral (incluindo a macro-mutação) , está correcto. Ser darwinista, hoje, é ser retórico e ignorar sistematicamente a boa-fé e a lógica. Não é possível ser darwinista sem ser aldrabão: a condição de aldrabão é prévia.
Por outro lado, o darwinista despreza a filosofia da ciência. Por exemplo, quase todos os filósofos da ciência — com excepção do “vale tudo” de Feyerabend — seguiram e desenvolveram o princípio aristotélico que recomenda que (1) se parta da experiência para a teoria, (2) e depois da teoria para a experiência. Os darwinistas apenas seguem o primeiro passo do processo.
A ciência positivista não é metafísica. Enquanto existirem pessoas que consideram a ciência positivista como um ramo da metafísica, entramos numa “ciência esquizofrénica”, porque o positivismo em si mesmo pretende ser a negação da metafísica.
O. Braga | Sexta-feira, 29 Junho 2012 at 12:29 pm | Categorias: Darwinismo | URL:http://wp.me/p2jQx-c9E

A experiência científica — e não a metafísica darwinista — demonstra que não existe um “ancestral comum”


A experiência científica — e não a metafísica darwinista — demonstra que não existe um “ancestral comum”


by O. Braga

“I've looked at thousands of microRNA genes, and I can't find a single example that would support the traditional tree. The technique “just changes everything about our understanding of mammal evolution”. --- Kevin Peterson, cientista evolucionista
A chamada “árvore da vida”, segundo o darwinismo, relaciona as espécies com um putativo ancestral comum. Mas a ciência descobriu, há apenas algumas décadas, o chamados micro-RNA; e a análise dos micro-RNA de diferentes espécies chegou a uma conclusão: a árvore da vida darwinista está errada, o que significa que a teoria da ascendência comum está errada.
A análise dos micro-RNA de diferentes espécies demonstrou que a evolução é tautológica, e por isso não é passível de uma explicação. Por exemplo, o princípio de identidade é tautológico: A = A; mas sendo tautológico, não deixa de ser, por isso, verdadeiro — não deixa de pertencer à realidade.
Isto é ciência, e não isto. Isto é a constatação de facto, e não uma teoria metafísica.


Manifesto da Sociedade Brasileira de Genética: uma "estudantada" sobre Ciência, Criacionismo e Design Inteligente

Posted: 28 Jun 2012 11:14 AM PDT

MANIFESTO DA SBG SOBRE CIÊNCIA E CRIACIONISMO

O manifesto recém-publicado da Sociedade Brasileira de Genética (SBG) objetivou comunicar publicamente a inexistência de “qualquer respaldo científico para ideias criacionistas” e da Teoria do Design Inteligente sendo divulgadas nas escolas, universidades e meios de comunicação, e “esclarecer a sociedade brasileira e evitar prejuízos no médio e longo prazo ao ensino científico e à formação dos jovens no país.” 

Não se discute a Ciência [sic, palavra grafada com letra maiúscula pelos signatários] contemporânea ser “a principal responsável por todo o desenvolvimento tecnológico e grande parte da revolução cultural que vive a sociedade mundial”. Todavia, a SGB deixou de fora as mazelas trazidas sobre a humanidade pela ciência: as duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, a proibição do uso do DDT ser responsável por mais de 60 milhões de mortes no mundo pela malária...

Se a Biologia do século XXI “começou a se fundamentar como uma Ciência experimental bem estabelecida” com a publicação das primeiras ideias evolutivas de Charles Darwin e Alfred Wallace, esta ciência está fundamentada sobre areias epistemológicas movediças do século XIX. Razão? Ernst Mayr disse que no livro Origem das Espécies, Darwin não entregou o que propôs entregar no título do livro – a origem das espécies [1], muito menos explicou a origem das variações como mecanismo evolucionário. 

O mantra dobzhanskyano – Nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução – ganhou nova roupagem: a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural “unifica todo o conhecimento biológico atual em suas várias disciplinas das áreas da saúde, ambiente, biotecnologia, etc.” Todavia, Philip Skell (falecido), cientista, membro da National Academy of Sciences escreveu na revista The Scientist em 2005: 

“A evolução darwinista – quaisquer que sejam suas outras virtudes – não fornece uma heurística frutífera em biologia experimental. Isso se torna especialmente claro quando nós a comparamos com o referencial heurístico como do modelo atômico, que abre a química estrutural e conduz a avanços na síntese de um grande número de novas moléculas de benefício prático. Nada disso demonstra que o darwinismo seja falso. Isso significa, contudo, que a afirmação de ser a pedra fundamental da biologia experimental moderna vai se deparar com o ceticismo quieto de um número crescente de cientistas em áreas científicas onde as teorias verdadeiramente servem como pedras fundamentais para avanços científicos tangíveis.” [2]

A. S. Wilkins, editor do periódico científico BioEssays, escreveu em 2000: 

“A questão da evolução ocupa um lugar especial e paradoxal dentro de toda a biologia. Embora a grande maioria dos biólogos, provavelmente, concordaria com a frase de Theodosius Dobzhansky de que ‘nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução’, a maioria pode conduzir seu trabalho muito feliz sem nenhuma referência particular a ideias evolucionárias. A evolução pareceria ser uma ideia unificadora indispensável e, ao mesmo tempo, uma ideia altamente supérflua.” [3]

Dr. Marc Kirschner, catedrático do Departamento de Sistemas de Biologia na Escola de Medicina de Harvard, foi mais contundente:

“… ao longo dos últimos 100 anos, quase toda a biologia tem procedido independente da evolução, exceto a própria biologia evolucionária. A biologia molecular, a bioquímica, a fisiologia, nem levaram em conta a evolução.” [4]

Isso contraria frontal e contundentemente o afirmado no manifesto da SBG de que “a Teoria Evolutiva explica, com muitas evidências e dados experimentais, a origem e riqueza da biodiversidade, incluindo as espécies existentes e extintas, de nosso planeta”.

Não há muito que se discutir com a afirmação do Manifesto da SBG que “Teorias de outras áreas da Ciência, como Física (Gravitação, Relatividade, etc.) e Química (Modelo Atômico, Princípio da Incerteza, etc.), estarem fundamentadas no método científico, investigando fenômenos que podem ser medidos e testados experimentalmente. A ignorância em História e Filosofia da Ciência dos signatários é patente e absurda: em Ciência não existe método científico, mas diversos métodos científicos, pois são várias as áreas científicas cada uma exigindo metodologia sui generis. 

Embora o processo científico seja contínuo, a incorporação das novas ideias e descobertas científicas para aprofundar o conhecimento humano sobre os seres vivos, a Terra e o Universo, não se dá assim facilmente. Há forte resistência às teorias e ideias que contrariam os paradigmas vigentes. Uma releitura de A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas Kuhn refrescaria a memória desses signatários de que se travam embates, às vezes ferrenhos, por posicionamentos teóricos. 

O que tem acontecido realmente com o estudo da Evolução Biológica nos últimos 150 anos, é que neste período uma enorme quantidade de dados e evidências contrariando e mostrando a falência heurística da proposta original de Darwin e Wallace – evolução através da seleção natural – são apenas discutidos intramuros e em publicações científicas que muitos poucos têm acesso, e as organizações científicas como a SBG, não ousam abordar civil e publicamente. 

A afirmação de que “as perguntas e as causas sobrenaturais não fazem parte do questionamento hipotético e nem das explicações em todas as Ciências experimentais modernas” cheira muito mais a materialismo metodológico como princípio regulador em ciência do que – que a ciência deve ser limitada em dar somente explicações materialistas dos fenômenos naturais. Mas qual é o experimento científico que teste a afirmação de materialismo científico desses signatários? Se houver um, qual é o experimento científico que corrobore essa afirmação retórica da SBG? 

Realmente a pergunta “Deus existe?” ou “Deus não existe” podem ser discutidas por filósofos e cientistas (como pessoas com diferentes crenças, opiniões e ideologias), mas não podem ser abordadas e respondidas pela Ciência. Todavia, isso também deve acabar de vez por todas com o bullying de professores ateus que, inapropriadamente, hostilizam verbalmente os crentes de subjetividades religiosas em salas de aulas nas universidades públicas e privadas. Cabe processo contra esses buldogues do ateísmo pós-moderno, chiques e perfumados a la Dawkins! 

Realmente há fenômenos que a Ciência não pode e nem vai explicar devido a limitações do conhecimento no século XXI, tal como a gravidade no nível atômico, algumas propriedades da molécula da água ou a origem e evolução do universo e das primeiras formas de vida há mais de 3,5 bilhões de anos. Infelizmente algumas pessoas argumentam com variantes de clássica falácia do Deus das lacunas: “se a Ciência não explica, é porque a causa é sobrenatural”. 

Embora este argumento seja utilizado por inúmeros criacionistas, incluindo os adeptos da Terra Nova, da Terra Antiga, os signatários do manifesto da SBG, para não chama-los de mentirosos, estão em descompasso com a verdade em relação ao Design Inteligente.

Desafio qualquer luminar da SBG ou fora dela, que aponte na literatura do Design Inteligente alguma proposição tipo “se a Ciência não explica, é porque a causa é sobrenatural”. A Ciência é a busca pela verdade, e aqui a SBG prestou um desserviço à sociedade porque foi encontrada mentindo sobre um grupo sério de cientistas. Popularmente: foram apanhados com a mão na cumbuca!

Realmente é deplorável se versões criacionistas são apresentadas ao grande público como produto de “estudos científicos avançados” (mas há) e, ao contrário do afirmado pela SBG, o criacionismo e a teoria do Design Inteligente fazem parte de atividades discutidas em publicações e congressos científicos em diversos países, no Brasil inclusive. Só que os criacionistas, teóricos e proponentes da Teoria do Design Inteligente não podem publicar, e nem são convidados para esses eventos.

É até possível que a Teoria Evolutiva seja deturpada, mas é falaciosa a afirmação da SBG que esses críticos não levam em consideração os muitos trabalhos científicos efetuados desde sua proposta há mais de 150 anos. Pelo contrário, eles demonstram profundo e atualizado conhecimento da literatura especializada com resultados e evidências demonstrando a falência heurística da atual Teoria da Evolução no contexto de justificação teórica. 

As montanhas de evidências negativas contrariando as especulações transformistas são tantas que vem aí uma nova Teoria geral da evolução – a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA que, por aquelas razões, contrariando Darwin e discípulos, não pode e nem deve ser selecionista e vai incorporar aspectos teóricos lamarckistas. Mas ela somente será anunciada em 2020.

É muita desonestidade acadêmica da SBG e da Nomenklatura científica não abordar publicamente esta situação de revisão profunda no corpus teórico evolucionário. Vai ver porque os criacionistas e a turma do Design Inteligente abordam essas questões livremente é que realmente incomoda os atuais mandarins da Nomenklatura científica foi o que motivou este manifesto. 

Os raros criacionistas cientistas produtivos em suas áreas específicas de atuação têm nomes. Um deles é o Prof. Dr. Marcos Nogueira Eberlin, da Unicamp, segundo cientista brasileiro mais citado em publicações científicas, que, embora não desenvolva pesquisas na área da Evolução Biológica, como todo químico, sabe muito mais sobre a vida do que os biólogos. Pela linha de raciocínio da SBG, Darwin nem poderia escrever o seu livro Origem das Espécies. Razão? A única formação acadêmica de Darwin: teologia...

Dentro do movimento do Design Inteligente temos desde ateus, agnósticos, céticos a crentes de variadas subjetividades religiosas. Quando abordam o criacionismo, eles estão falando de suas crenças particulares e não das pesquisas que estudam e publicam, e nas suas palestras o Prof. Dr. Marcos Nogueira Eberlin deixa isso muito claro: está apenas emitindo sua opinião pessoal e subjetiva, motivada geralmente por sua crença religiosa, além de fazer a distinção entre o criacionismo e a Teoria do Design Inteligente.

Não é somente perguntas e explicações criacionistas que não podem ser testadas pelo método científico. Como testar as origens e evolução do universo e da vida – especialmente a hipótese da ancestralidade comum – quando a Árvore da Vida de Darwin foi demonstrada uma miragem ideológica? Como testar um buraco negro? Como detectar a “partícula de Deus”?

É com esse objetivo honesto de informar o que é negado à sociedade, inúmeros cientistas, filósofos e educadores da área biológica têm apresentado várias críticas substantivas às diferentes versões evolucionistas, demonstrando seus alicerces na crença materialista e não no questionamento científico, erros elementares e significativas falhas conceituais em sua formulação, a falta de evidências, assim como deturpações dos fatos e métodos científicos. A abordagem da origem e evolução do universo e da vida nos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM é uma prova dessa desonestidade científica.

Coisas que, não somente a SBG, mas todas as organizações científicas se recusam terminante discutir. E as evidências contrárias à Teoria da Evolução? “As evidências? Que se danem as evidências, o que vale é a teoria!” Frase atribuída a Dobzhansky aos alunos de genética na USP, mas quem ouviu e sobrevive não ousa confirmar!

As críticas feitas pelos críticos da Teoria da Evolução têm sido divulgadas no Brasil e em vários países, sendo que algumas podem ser lidas livremente nos sites da internet indicados abaixo. 

Apesar de saber existir inúmeras evidências não corroborando a Teoria da Evolução no contexto de justificação teórica, e que isso representa uma deterioração na qualidade do ensino de Ciências, a Sociedade Brasileira de Genética (SBG), ratificou nesse manifesto ser a Evolução Biológica por Seleção Natural imensamente respaldada pelas evidências e experimentações nas áreas de Genética, Biologia Celular, Bioquímica, Genômica, quando é justamente nessas áreas que a especulação transformista de Darwin se revela heuristicamente falida. 

A proeminente bióloga Lynn Margulis, que se opunha à Teoria do Design Inteligente, criticou a seleção natural – mecanismo darwinista evolucionário padrão – “a afirmação darwinista para explicar toda a evolução é uma meia-verdade popular cuja falta de poder explicativo é compensada somente pela ferocidade religiosa de sua retórica.” [5]    Ela ainda destaca que “novas mutações não criam novas espécies; elas criam descendência que é debilitada.” [6]   O bioquímico Franklin Harold admitiu em uma monografia da Oxford University Press que “não há presentemente nenhuma explicações darwinistas detalhadas da evolução de qualquer sistema bioquímico ou celular, somente uma variedade de especulações fantasiosas.” [7]

Nem precisava reiterar que, como qualquer Teoria científica, a Evolução Biológica tem sido remodelada com a incorporação de várias novas evidências (incluindo da área de Genética), mas ao contrário do afirmado pela SBG, suas hipóteses e explicações estão cada vez mais enfraquecidas a cada ano, desde a primeira publicação do Origem das Espécies de Charles Darwin em 1859.

A manifestação da SBG comunicou de forma espúria e nublada à Sociedade Brasileira a inexistência de qualquer respaldo científico para ideias do Design Inteligente que têm sido divulgadas em algumas escolas, universidades e meios de comunicação: a complexidade irredutível de sistemas biológicos (flagelo bacteriano) e a informação complexa especificada (DNA) fazem parte do referencial teórico da Teoria do Design Inteligente e são encontrados na natureza. E a comunidade científica se vê diante de um dilema epistemológico popperiano – ao tentar falsificar a complexidade irredutível de sistemas biológicos, ela afirma o caráter científico da Teoria do Design Inteligente. Popper afirmou que uma teoria verdadeiramente científica se submete ao escrutínio do critério da falseabilidade.

Nós do Movimento do Design Inteligente entendemos que explicações baseadas na fé e crença atéia, e no natural podem ser interessantes e reconfortantes para muitas pessoas, mas não fazem parte do conteúdo da pesquisa ou de disciplinas científicas nas áreas de Biologia, Química, Física etc. 

Ao lado do respeito à liberdade da crença atéia, nós do Movimento do Design Inteligente, temos observado o respeito à Ciência que tem enfrentado todo tipo de obscurantismo político e ideológico, de modo similar às situações vividas por St. George Jackson Mivart e o próprio Prof. Dr. Marcos Nogueira Eberlin, entre muitas vítimas dessa Inquisição sem fogueiras relatadas no documentário Expelled. [8]

Concordamos com a SBG de que “com toda a limitação do método científico e dos recursos tecnológicos em cada época, a Ciência alargou o conhecimento humano e o entendimento científico dos mais diversos fenômenos”. Reiteramos os princípios defendidos pela SBG, e reafirmamos “que o ensino da Ciência, em todos os níveis, deve se dedicar à sua finalidade precípua, em respeito ao ditame constitucional da qualidade da educação, sem deixar-se perverter pela pseudociência e pelo obscurantismo político ou religioso” e pelo ativismo ideológico materialista que blinda os paradigmas de críticas, até mesmo das críticas científicas. 

Não são apenas alguns criacionistas que utilizam o argumento de que a Ciência brasileira é retrógrada (ou “tupiniquim”, como a chama este blogger), uma leitura dos rankings científicos mostra que, apesar de o Brasil se destacar em algumas áreas científicas, o resto não é assim nenhuma Brastemp! Desconheço quem tenha afirmado ser o criacionismo ou a Teoria do Design Inteligente “aceitos” no exterior. 

Concluímos que o ensino científico de boa qualidade no Brasil e em outros países depende da compreensão da metodologia científica, de suas potencialidades e de suas limitações, além da discussão de evidências e dados experimentais, a favor e contra. No entanto, impedir a livre discussão de ideias científica, especialmente as que questionam os paradigmas vigentes prejudicam seriamente o Ensino Científico de qualidade e o desenvolvimento do país.

E o Manifesto da SBG? Foi uma "estudantada" sobre Ciência, Criacionismo e Design Inteligente - uma pífia tentativa de intimidar, silenciar e demonizar seus críticos e oponentes.

Referências
[1] Ernst Mayr. "It is quite true, as several recent authors have indicated, that Darwin's book was misnamed, because it is a book on evolutionary changes in general and the factors that control them (selectivity, and so forth), but not a treatise on the origin of species." Systematics and the Origin of Species, 1942, p.147

[2] Phillip S. Skell, “Why do we invoke Darwin? Evolutionary theory explains little to experimental biology”, The Scientist, August 29, 2005.


[3] A. S. Wilkins, “Evolutionary processes: a special issue”, BioEssays 2000, 22:1051-2 


[4] Marc Kirschner, Boston Globe, Oct. 23, 2005. 

[5] Lynn Margulis e Dorion Margulis, Acquiring Genomes: A Theory of the Origins of the Species, Basic Books, 2003, p. 29. 

[6] Lynn Margulis, citada em Darry Madden, "U Mass Scientist to Lead Debate on Evolutionary Theory," Brattleboro (Vt.) Reformer, Fev 3, 2006. 

[7] Franklin M. Harold, The Way of the Cell: Molecules, Organisms and the Order of Life, Oxford University Press, 2001, pg. 205. 

[8] Expelled: No Intelligence Allowed. Legendado em Português, 10 partes. http://www.youtube.com/watch?v=XUeIgeHdqFA Acessado 28 Jun 2012. 

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Sites onde livremente se discute a Teoria do Design Inteligente e as dificuldades fundamentais da Teoria da Evolução através da seleção natural que são intencionalmente sonegadas pela Nomenklatura científica: