sexta-feira, 18 de maio de 2012

O naturalismo e o relativismo moral



O naturalismo e o relativismo moral (2)

by O. Braga


Sobre a refutação do evolucionismo darwinista
A teoria da evolução de Darwin ou “evolucionismo” — que em meados do século XX foi rebaptizada de “evolução sintética” ou “neodarwinismo” — pode ser vista de duas maneiras: ou como uma teoria científica, ou como uma doutrina metafísica. Como doutrina metafísica, o evolucionismo teve e tem ainda um sucesso fantástico; como teoria científica, é basicamente um embuste.

O escaravelho bombardeiro
Uma das razões — senão a principal razão — por que considero Karl Popper como um dos cinco maiores filósofos do século XX, foi porque ele teve a coragem de enfrentar o dogmatismo na ciência, e foi muito criticado por isso. Para Karl Popper, é irracional que na ciência se ignore uma evidência falsificadora de uma teoria. Num ataque violentíssimo a Karl Popper, Imre Lakatos entrou em retórica: acusou Popper de não distinguir entre “refutação”, por um lado, e “rejeição”, por outro lado; no fundo, Lakatos entrou em pura semântica para criticar a pertinência da posição de Karl Popper.
Lakatos, contra Popper, defendeu a ideia segundo a qual uma evidência falsificadora de uma teoria cientifica não a refuta, na medida em que se pode alterar a teoria para acomodar a “anomalia” [nome dado à evidência falsificadora], ou na medida em que se pode “guardar” a anomalia numa gaveta para uma futura consideração. Segundo este raciocínio de Lakatos, uma teoria científica pode passar a ser verdadeira para sempre, o que é um absurdo. É esta visão de Lakatos que prevalece hoje na ciência e que mantém o evolucionismo como teoria intocável e irrefutável.
Para além do dogmatismo cientificista de Lakatos, outra razão para que a ciência [ciência = comunidade científica] continue a afirmar que “o evolucionismo é um facto”, liga-se com uma mera querela ideológica naturalista: a comunidade científica não quer dar nenhum “trunfo” ao criacionismo bíblico, mediante uma autocrítica no que respeita ao fracasso rotundo e evidente do neodarwinismo. “Antes quebrar do que torcer”; antes permanecer no erro do que dar alvíssaras aos criacionistas; antes criar um dogma científico do que favorecer um dogma religioso.
Se perguntarem, por exemplo, a um(a) autor(a) do blogue Rerum Natura se o "evolucionismo sintético" é uma teoria verdadeira, penso que todos eles [e elas] dirão que sim, que a teoria é verdadeira. E a razão para essa unanimidade é simples: eles apenas seguem [cegamente] a autoridade. Se perguntarem a Carlos Fiolhais: “como se faz uma aparelhagem estereofónica de som?"; ele provavelmente responderia: “Ligando um conjunto de colunas a um amplificador e acrescentado um leitor de discos, um receptor de rádio e um leitor de cassetes”. E fica, então, “explicado” como se faz uma aparelhagem estereofónica de som. E é nestes parâmetros que Carlos Fiolhais “explica” a origem e a "
" dos organismos vivos, e “justifica” a veracidade da teoria de Darwin. É óbvio que Carlos Fiolhais pode convencer muita gente mediante este tipo de “explicação”.
evolução
Porém, uma grande parte dos cientistas sabe muito bem que a teoria é falsa
; acontece que apenas uma pequena parte desses cientistas tem a coragem de vir a público desafiar a “autoritas”.
nos seus fundamentos
Eric Voegelin sintetizou o mito do evolucionismo da seguinte forma:
“A teoria evolucionista é um mito — assim como o criacionismo bíblico é um mito — porque é impossível explicar a mutação das formas.”

O naturalismo e o relativismo moral (3)

by O. Braga


Uma característica do ser humano é que não é capaz de dizer o que a realidade é; mas pode dizer o que a realidade não é, mediante a constatação dos seus erros na tentativa de “construção” teórica dessa realidade.
Porém, dado que só podemos descrever e explicar sempre o fracasso — precisamente por intermédio dos conceitos que utilizámos para a construção das teorias falhadas —, nunca somos capazes de ter uma imagem do mundo que pudéssemos responsabilizar pelo nosso fracasso.
Quando uma teoria é refutada, altera-se apenas o [Thomas Kuhn]. Charles Darwin escreveu:
paradigma
“Se fosse possível demonstrar a existência de um órgão complexo que não pudesse ter sido formado através de modificações numerosas, sucessivas e ligeiras, a minha teoria seria absolutamente demolida.” — Charles Darwin, “A Origem das Espécies”.
Os avanços recentes da ciência bioquímica tiveram como resultado a refutação clara e insofismável dos princípios fundamentais do “evolucionismo sintético”, aka neodarwinismo. Mas também é verdade que, por exemplo, o conceito de Darwin de mantém-se válido, apesar da refutação da teoria. Um exemplo da micro-mutação é a capacidade de mutação das bactérias para resistir aos antibióticos; coisas deste género continuam válidas na teoria de Darwin. Refutar uma teoria não significa que toda a estrutura da teoria se deve deitar fora. O que nós não podemos continuar a dizer às pessoas --- e em nome da ciência! --- é que “a vida surgiu da matéria inorgânica”: isto já foi demonstrado pela ciência ser um absurdo total!
micro-mutação
Os princípios fundamentais do neodarwinismo foram totalmente destruídos pelo conceito científico de “complexidade irredutível” dos organismos vivos — ou seja: foi possível “demonstrar a existência de um órgão complexo que não pudesse ter sido formado através de modificações numerosas, sucessivas e ligeiras”. Darwin acabou de constatar que a sua própria teoria foi demolida; acontece que os seguidores de Darwin estão em estado de negação perante a morte da teoria e da sua noção de "evolução darwinista" [].
segundo o ponto 3
O conceito de “evolução darwinista” [segundo o ponto 3] é metafísico; e o conceito de "mutações aleatórias", ou seja, mutações através de “pura sorte”, também é especulação metafísica. E, por natureza, o que é metafisico não pertence propriamente à ciência. Misturar ciência e metafísica é transformar a ciência em uma religião imanente.
O referido conceito de “evolução darwinista”, sendo demonstrado falso, teve contudo consequências funestas para a ética e para a moral da humanidade. Os darwinistas são os protagonistas por excelência da “traição dos intelectuais” segundo o conceito de Julian Benda. O falso conceito de “evolução darwinista” esteve na base das catástrofes humanitárias dos século XX, porque esse conceito falso é o fundamento de uma espécie de “religião do mal” que devastou a humanidade no século passado.




O naturalismo e o relativismo moral (4)

by O. Braga

O descrédito do darwinismo lançou o desespero entre os neo-ateístas. Hoje, ninguém com dois dedos de testa defende a ideia darwinista de evolução.
Por exemplo, um filho meu, que tem um mestrado em bioquímica em uma prestigiada universidade portuguesa, sorri quando lhe falam em “ ”. As pessoas que conhecem estas matérias sabem muito bem que a teoria darwinista da evolução chegou a um beco sem saída. No fundo, a teoria darwinista está praticamente reduzida às micro-mutações que nem sequer são aleatórias mas, em última análise, são intencionalmente conduzidas pelo próprio organismo vivo[ finalidade natural] que reage em relação às imposições do meio-ambiente, criando nichos naturais onde o organismo se pode impor e assegurar a sua sobrevivência.
evolucionismo darwinista

Desde a revolução inglesa, primeiro, e depois, a revolução francesa, que o principal objectivo do ateísmo político era o de capitalizar sentimentos anti-clericais e anti-religiosos no sentido de potenciar um projecto totalitário, elitista e neognóstico de poder político. As revoluções totalitárias inglesa e francesa falharam, e a burguesia filistina substituiu, então, a nobreza ou a aristocracia multi-secular. Depois, já no século XIX, surgiram os socialistas franceses e Karl Marx, que tentaram ressuscitar o espírito totalitário das revoluções goradas. Os gnósticos modernos [os revolucionários, ou neognósticos] não desistiram da ideia "furada" da revolução totalitária que veio a acontecer na Rússia em 1917.
Com a recente queda do fatídico muro de Berlim, os neognósticos revolucionários [passo a redundância] começaram sentir a terra a fugir-lhes debaixo dos pés; e, em último recurso, gente como Daniel Dennett, Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris — que são nitidamente influenciados pelo marxismo —, agarraram-se ao darwinismo para assim poder sustentar um substitutivo provisório e temporário para o marxismo --- como aliás claramente defendeu Peter Singer [outro neognóstico]. A crença no marxismo não desapareceu das cabeças dessa gente, mas como o marxismo caiu em descrédito na opinião pública, os cavaleiros do apocalipse revolucionário voltaram-se para o darwinismo como teoria de suporte contra a mundividência religiosa e tradicionalista.
Com a evolução da bioquímica nos últimos 50 anos, e principalmente nas últimas duas décadas, os neognósticos revolucionários sentem, mais uma vez, a terra a fugir-lhes debaixo dos pés: já não podem invocar o conceito de para fundamentar o seu ódio à religião sem que alguém legitimamente lhes chame de "idiotas".
evolução darwinista

Contrariados pela realidade e pelos factos, já não podendo invocar a pretensa "ciência do marxismo" e nem a pressuposta "ciência do evolucionismo darwinista", , disparando irracionalmente em tudo o que mexe, por um lado, e aliando-se à ideologia homofascista, ao individualismo exacerbado e ao primado absolutista do princípio do interesse próprio, por outro lado.
os revolucionários entram agora em histeria
Porém, o princípio que rege a retórica falaciosa dos revolucionários actuais, continua a ser essencialmente idêntica à dos revolucionários de 1789, e depois à dos marxistas de 1917: o ataque ad Hominem. Rotulam o inimigo a abater com insultos, e sem se preocuparem minimamente em fundamentar racionalmente o rótulo aposto; e apelam às emoções das massas, manipulando-as emocionalmente, pensando que assim podem escapar aos problemas colocados pelas sua própria irracionalidade.
[ via ]



Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário