"Ora o que é que distingue um católico de um ateu? Para um católico o bem é não fazer mal aos outros, para um ateu o bem é o que é bom para si e para os seus e o mal é o que é mau para si e para os seus. É porque os valores católicos se têm esbatido que chegámos a este desnorte aonde nos encontramos."
O darwinismo é a "crença charneira" da modernidade.
Não há ninguém que não tenha defeitos e que não cometa erros. No Cristianismo, chamamos de “pecados” aos erros; os pecados podem ser veniais — os pequenos erros — ou mortais, que são os erros graves. Se todos cometemos erros, e salvo raríssimas excepções, não há virgens puras nem santos impolutos. Posto isto, vamos ao texto.
Ainda há pouco tempo, o combustível moral da sociedade era alicerçado na família, na escola e na igreja. Hoje, estes três alicerces morais da sociedade já não existem, e particularmente preocupante é a destruição da família natural por parte do movimento revolucionário [que não é só marxista], e sem que tenha deixado impressões digitais em relação ao seu crime. Pela primeira vez na história da humanidade, temos hoje uma geração de jovens que é criada sem uma cosmovisão.
De facto, parece que estamos em um período de transição: de uma época em que as pessoas eram controladas pela sua consciência, para uma outra época em que as pessoas serão controladas pela polícia. E este controlo policial do futuro, que substituirá o controlo da consciência de um passado recente, é um desejo profundo do movimento revolucionário — que não é só marxista — desde o tempo da revolução burguesa de 1789.
O totalitarismo do século XX não foi só marxista. A génese do nazismo teve outras influências, por exemplo, o niilismo de Nietzsche e o eugenismo baseado na teoria da selecção natural de Darwin. E o Neoliberalismo é também uma sequela da teoria de Darwin, em que a selecção natural se aplica à sociedade [social-darwinismo]. Portanto, o marxismo e o darwinismo estão intimamente ligados, por um lado, e o utilitarismo neoliberal e o darwinismo também. O darwinismo é a "crença charneira" da modernidade.