quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um exemplo de como funciona o “intelectual” contemporâneo

Um exemplo de como funciona o “intelectual” contemporâneo


by O. Braga

Eu escrevi, neste postal de 4 de Novembro de 2010, o seguinte:



« As nossas teorias científicas, por melhor comprovadas e fundamentadas que sejam, não passam de conjecturas, de hipóteses bem sucedidas, e estão condenadas a permanecerem sempre conjecturas ou hipóteses.»

--- Karl Popper



Hoje, recebi o seguinte email: “Minha questão: em que obra Karl Popper afirmou aquilo?”



Naturalmente que fui obrigado a reabrir os livros e os ensaios de Karl Popper, à procura daquela frase em particular, o que me deu algum trabalho; mas já lá está a fonte do autor.



Porém, o problema não é este: o problema é que, para o intelectual contemporâneo, aquilo que é evidente e até óbvio, tem pouco valor ou não tem mesmo nenhum valor: o que interessa é a autoridade de direito da citação da fonte.



Se eu disser, por absurdo e por exemplo, que Karl Popper escreveu que “1 + 1 = 2”; o intelectual contemporâneo não detecta a evidência da proposição, e só a considera legítima e verdadeira se eu disser em que livro ou obra de Karl Popper essa proposição está escarrapachada.

O. Braga
Sexta-feira, 30 Março 2012 at 9:39 pm
Categorias: A vida custa
URL: http://wp.me/p2jQx-aSp 
 
 
Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

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