domingo, 15 de abril de 2012

“1984” e o “admirável mundo novo”

“1984” e o “admirável mundo novo”


by O. Braga

"Admirável Mundo Novo" é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas.

A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade actual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.



via Admirável Mundo Novo – Wikipédia, a enciclopédia livre.




Quando Albert Einstein formulou a sua teoria da relatividade, não fazia a ideia de que as suas descobertas culminariam nas bombas atómicas de Hiroxima e Nagasáqui. E face às descobertas de Einstein, muita gente se viu, naquela época, perante um “admirável mundo novo”. E depois foi o que se viu.



Quando se trata de manipulação de dados pessoais dos cidadãos por parte do Estado, o “admirável mundo novo” torna-se ainda mais perigoso do que o efeito causado pela teoria da relatividade de Einstein em Hiroxima e Nagasáqui.



Tal como aconteceu com a teoria atómica, aquilo que pode ser utilizado para o bem, também pode ser utilizado para o mal; e seria ingénuo pensarmos que o ser humano tende naturalmente para o bem: se existe uma ténua possibilidade de que a humanidade tenda para o mal, então existe uma grande probabilidade de que a humanidade corra para o mal — e isto se pudermos definir “humanidade”!.



Porém, há gente optimista que pensa que o progresso da humanidade é uma lei da natureza. Não é. Por exemplo, há quem diga que a construção de uma base de dados de ADN controlada pelo Estado é “para nosso bem”. É sempre por aqui que começa o problema, quando o Estado diz que algo é feito "para nosso bem". O Estado dá-nos novos "direitos" para nos impor novas e exdrúxululas obrigações; "não há almoços grátis" [João César das Neves].



A fé do cientista é a maior de todas, porque é inconfessável. Quando se transforma a ciência em uma espécie de religião imanente — que vive de um futuro que é considerado certo —, o cientista transforma-se em uma espécie de profeta que anuncia o futuro redentor da doutrina.



Sorria, porque amanhã será sempre pior. Sorria, com pessimismo. O sorriso pessimista é uma lufada de ar fresco no nosso sistema de ideias, e é também a condição da sanidade mental. Como escreveu Nicolás Gómez Dávila: “com bom humor e pessimismo, não é possível o equívoco e o enfado”.





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"Somos todos iguais, pois o genoma humano é quase todo igual, mas somos todos diferentes, pois as alterações individuais, apesar de pequenas, são significativas."



via De Rerum Natura: O FUTURO ESTÁ NOS GENES.





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"Provocative new research might help explain why black women are so much more likely than whites to develop and die from cervical cancer: They seem to have more trouble clearing HPV, the virus that causes the disease."



via Study shows black women more likely to develop cervical cancer because HPV stays in system six months longer than whites
Mail Online.



Não somos todos iguais, nem individualmente, nem colectivamente. Existem diferenças genéticas a nível das raças, o que não significa que umas raças sejam superiores a outras. E enquanto continuar a existir o fantasma da existência da raça genética, e a fuga à realidade continuar a ser a forma de lidar com a realidade, não será possível enfrentar o racismo de uma forma racional.



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O. Braga
Sexta-feira, 6 Abril 2012 at 12:10 pm
Tags: Carlos Fiolhais, Rerum Natura
Categorias: ética, Ciência, cultura, gnosticismo
URL: http://wp.me/p2jQx-aXg 
 
Divulgação:  http://cultura-calvinista.blogspot.com/

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