quinta-feira, 19 de abril de 2012

O cientista não deve invocar a putativa “autoridade” da ciência para se meter na ética

O cientista não deve invocar a putativa “autoridade” da ciência para se meter na ética


by O. Braga

Depois de Thomas Kuhn ter publicado, faz agora 50 anos, o seu livro “A Estrutura das Revoluções Científicas”, já ninguém duvida que os cientistas são humanos e cometem erros. O problema é que a comunidade científica actual, em termos gerais, está de tal forma ideologicamente formatada que não admite que se lhe apontem erros ideológicos. Hoje, o cientista aspira ao estatuto de rei-filósofo, de Platão: pretende substituir a sotaina pela bata de laboratório.



Se o princípio da autonomia de Kant serviu para criticar a ética proveniente da autoridade religiosa do seu tempo, também serve para criticar a ética proveniente da autoridade científica do nosso tempo. Chamamos a isso “racionalismo crítico” que herdamos dos gregos [que não é a mesma coisa que “racionalismo” de Descartes ou de Kant].



Portanto, não se trata de preconceito negativo em relação aos cientistas, em termos gerais: trata-se de interpretar racionalmente os factos.

O. Braga
Quinta-feira, 19 Abril 2012 at 9:29 am
Tags: Cientismo, naturalismo
Categorias: A vida custa, ética, Ciência, cultura, filosofia
URL: http://wp.me/p2jQx-b89  
Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A verdade, professor Carlos Fiolhais, é que a ideia da ‘auto-correcção da ciência, parece ser utópica

A verdade, professor Carlos Fiolhais, é que a ideia da ‘auto-correcção da ciência, parece ser utópica

by O. Braga

"Os financiamentos da Universidade portuguesa ainda não são medievais para para lá caminham se o aperto continuar por muito tempo."



via Carlos Fiolhais: Financiamentos medievais para a Universidade.





--------------------------------------------------------------------------------



"Dr. Casadevall, now editor in chief of the journal mBio, said he feared that science had turned into a winner-take-all game with perverse incentives that lead scientists to cut corners and, in some cases, commit acts of misconduct."



NYT : A Sharp Rise in Retractions Prompts Calls for Reform





--------------------------------------------------------------------------------



O professor Carlos Fiolhais confunde medievalismo e barbárie. O que se passa hoje com a investigação científica não é medievalismo, ou uma tendência medievalista: em vez disso, é barbárie. Em uma grande parte dos casos, a investigação científica transformou-se em um instrumento ideológico de acção do politicamente correcto sustentada à custa de grande quantidade — em alguns países, obscena — de dinheiro dos contribuintes.



A investigação científica politicamente correcta e ideologicamente orientada trabalha em mãos dadas com os me®dia: os investigadores científicos inventam e criam [como quem cria arte], e os me®dia fazem a propaganda cientificista.



Se Karl Popper vivesse hoje certamente que se retractaria no que diz respeito à ideia da “auto-correcção da ciência”, porque parece que é preciso que exista uma espécie de "polícia" exterior à comunidade científica para que a ciência se auto-corrija.

O. Braga
Quarta-feira, 18 Abril 2012 at 9:31 pm
Tags: Carlos Fiolhais, método científico, Positivismo, Rerum Natura
Categorias: A vida custa, ética, Ciência, cultura, Esta gente vota, Política, politicamente correcto
URL: http://wp.me/p2jQx-b7z

Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

O critério é o do ‘pão e circo’ que desvie a atenção das engenharias sociais, rumo a um totalitarismo suave

O critério é o do ‘pão e circo’ que desvie a atenção das engenharias sociais, rumo a um totalitarismo suave

by O. Braga

A Helena Damião faz uma pergunta pertinente:



"E, afinal, quem é que determina o que tem ou não tem valor?"



via De Rerum Natura: O melhor critério !?.



Penso que resposta à pergunta pode ser encontrada aqui:



"Sofisticadas teorias modernas questionam o conceito de dever moral e explicam não existir diferença objectiva entre o bem e o mal.



E as pessoas não se dão conta de como o crescimento do Estado central ocorreu em paralelo como o declínio dos padrões de comportamento e com o crescimento do relativismo moral."



via Povo: Liberdade e sentido de dever.

O. Braga
Quarta-feira, 18 Abril 2012 at 10:13 pm
Tags: comunicação social, Rerum Natura
Categorias: ética, cultura, me®dia, politicamente correcto
URL: http://wp.me/p2jQx-b7S




Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

terça-feira, 17 de abril de 2012

Thomas Kuhn em retrospectiva

Thomas Kuhn em retrospectiva




Posted: 17 Apr 2012 09:24 AM PDT



Já se passaram 50 anos desde que o livro The Structure of Scientific Revolutions [A estrutura das revoluções científicas] apresentou uma perspectiva radicalmente diferente sobre o modo como os cientistas realizam seu trabalho. A maioria dos leitores deste livro teria familiaridade com o método científico, que define a maneira como a ciência deve funcionar. Mas o "método científico" dos livros didáticos subestima as contribuições criativas fornecidas pelos cientistas, e Thomas Kuhn sabia que a História da Ciência fornece evidência abundante demonstrando que os fatores humanos merecem um perfil muito maior em nosso pensamento. Mesmo assim, ele sabia que o seu livro era iconoclástico:



"Kuhn não estava totalmente confiante sobre como o livro Structure seria recebido. A ele fora negado estabilidade no emprego na Universidade Harvard, em Cambridge, Massachusetts, alguns anos antes, e ele escreveu a diversos correspondentes após o livro ter sido publicado que ele sentia que tinha ido "muito além da conta". Todavia, dentro de meses, algumas pessoas estavam proclamando uma nova era no entendimento da ciência. Um biólogo brincou que todos os comentários poderiam ser agora datados com precisão: seus próprios esforços tinha aparecido "no ano 2 A.K.", antes de Kuhn. Uma década mais tarde, Kuhn tinha recebido tanta correspondência sobre o livro que ele se desesperou se novamente ele conseguiria fazer algum trabalho."



Após duas décadas, o "Structure tinha alcançado o status de arrasa quarteirão". As vendas estavam beirando a casa de um milhão de cópias e numerosas edições em línguas estrangeiras tinham sido publicadas. "O livro se tornou a obra acadêmica mais citada de todas as ciências humanas e sociais entre 1976 e 1983." This last statistic is the key to understanding its subsequent fortune: the book was like a magnet to sociologists of science because its message was about the human face of science. Although Kuhn started his career as a physicist, he crossed over to the history and philosophy of science. What he had to say was less appealing to the science community.



The keyword for Kuhn was "paradigm". Originally, the word was used to refer to a defining example or pattern or model. Later, it was associated with a theoretical framework for understanding an aspect of the world around us. Kuhn's approach drew on both these meanings and gave them new depths.



"[Kuhn] separated his intended meanings into two clusters. One sense referred to a scientific community's reigning theories and methods. The second meaning, which Kuhn argued was both more original and more important, referred to exemplars or model problems, the worked examples on which students and young scientists cut their teeth. As Kuhn appreciated from his own physics training, scientists learned by immersive apprenticeship; they had to hone what Hungarian chemist and philosopher of science Michael Polanyi had called "tacit knowledge" by working through large collections of exemplars rather than by memorizing explicit rules or theorems. More than most scholars of his era, Kuhn taught historians and philosophers to view science as practice rather than syllogism."



Kuhn analysis was, and continues to be, a big influence on my own thinking. His first contribution was to show that incremental progress in science is only part of the story. It is a major part, and it tends to dominate the thinking of most working scientists. Kuhn explained how anomalies in theory are approached: normal science sees anomalies as problems to be solved incrementally whereas revolutionary science sees anomalies as pointers to another, better way of approaching the evidence and defining the problems. Finding that better way leads to a new conceptual framework and constitutes a scientific revolution.



Having contributed this understanding of revolutions in science, Kuhn also cast light on some of the extraordinary tussles that ensue before and after these revolutions. There are strongly worded disputes; scientists display emotion; people feel affronted! Kuhn explained that people who have developed different paradigms of understanding the evidence find it very difficult to communicate with each other.



"Most controversial was Kuhn's claim that scientists have no way to compare concepts on either side of a scientific revolution. For example, the idea of 'mass' in the Newtonian paradigm is not the same as in the Einsteinian one, Kuhn argued; each concept draws meaning from separate webs of ideas, practices and results. If scientific concepts are bound up in specific ways of viewing the world, like a person who sees only one aspect of a Gestalt psychologist's duck-rabbit figure, then how is it possible to compare one concept to another? To Kuhn, the concepts were incommensurable: no common measure could be found with which to relate them, because scientists, he argued, always interrogate nature through a given paradigm."





An ambiguous figure in which the brain switches between seeing a rabbit and a duck. (Source por David Tyler here)



These insights are extremely helpful when considering controversial issues in our own day. Take the issue of intelligent design, for example. During the rise of science, scholars worked with paradigms that were able to handle the concept of design in nature - and they found it everywhere. With the secularising influences of the Enlightenment came an acceptance of Deism - so design was admitted only as long as it was pushed to the beginnings of natural history. Later came the rise of materialism and naturalism and the desire to redefine science exclusively in terms of natural causation, and this has led us to the evolutionary world view and the rigid exclusion of intelligent design from science. These paradigm changes were accompanied by a failure to understand scholars with a different paradigm: hence the representation of anyone who upholds intelligent design as an advocate of anti-science and superstition.



The Kuhnian analysis is itself under fire today from people who are deeply influenced by the materialist world view. They cling to positivist emphases with a passion that is looking more and more like religious fervour. However, it is good to read this review in Nature. There are certainly areas of disagreement with Kuhn, but let us not lose sight of his masterful and insightful approach.



"Nevertheless, we may still admire Kuhn's dexterity in broaching challenging ideas with a fascinating mix of examples from psychology, history, philosophy and beyond. We need hardly agree with each of Kuhn's propositions to enjoy - and benefit from - this classic book."In retrospect: The Structure of Scientific Revolutions



David Kaiser

Nature, 484, 164-166 (12 April 2012)
doi:10.1038/484164a



David Kaiser marks the 50th anniversary of an exemplary account of the cycles of scientific progress.



The Structure of Scientific Revolutions: 50th Anniversary Edition

Thomas S. Kuhn (with an introduction by Ian Hacking) Univ. Chicago Press: 2012. 264 pp. ISBN: 9780226458113



+++++





A SER TRADUZIDO: PARA A VOSSA ALEGRIA!

Fonte: http://pos-darwinista.blogspot.com/


Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

O Positivismo e a “ventriloquia ideológica” de Carlos Fiolhais

O Positivismo e a “ventriloquia ideológica” de Carlos Fiolhais

by O. Braga

Carlos Fiolhais, no blogue Rerum Natura, utiliza habitualmente a estratégia da reprodução de ideias de outrem para expressar e corroborar as suas próprias ideias: trata-se de “ventriloquia ideológica”.
Carlos Fiolhais considera — por intermédio da sua ventriloquia ideológica — que tudo o que não é verificável não pertence à razão. Tudo o que não pode ser “provado” deve ser calado — “é especulação”, e por isso deve ser “remetido ao silêncio”; tudo o que não é verificável é tabu; não deve ser mencionado. Cale-se aquilo que não pode ser “provado”!.

Escreve Carlos Fiolhais:
«O que chamamos "idade do universo" é simplesmente o momento antes do qual não temos nenhum fóssil. Vários investigadores propuseram descrições de tempos anteriores ao Big Bang. Mas não apresentaram nenhuma justificação, nenhuma prova. Não passa de pura especulação.»

A ventriloquia ideológica de Carlos Fiolhais diz o seguinte: “o critério da significação — ou seja, o critério da razão, ou o critério daquilo que pode ser considerado 'racional' — é a verificação”. Tudo o que não é verificável não tem significado ["é especulação!"], ou seja, não é racional.
Porém, esta proposição — “o critério da significação é a verificação” — não é, ela própria, verificável. Nem usando a sua ventriloquia ideológica positivista, Carlos Fiolhais pode verificar a veracidade desta proposição, porque os axiomas lógicos não são físicos.
Isto significa que o Positivismo “ventriloquente” de Carlos Fiolhais parte de um dogma que separa o seu fundamento, por um lado, da metafísica propriamente dita, por outro lado (e à qual está intrinsecamente ligada) e, neste sentido, o Positivismo fundou uma metafísica negativa.
Através da sua ventriloquia ideológica positivista, Carlos Fiolhais pretende negar a metafísica, o que não deixa de ser uma forma de metafísica; qualquer negação da metafísica é uma forma de metafísica. A ventriloquia ideológica positivista de Carlos Fiolhais é, ad Liminem, redundante: pretende negar-se a si própria.


domingo, 15 de abril de 2012

Quando os darwinistas dizem não existir nenhuma controvérsia sobre a teoria da evolução, eles estão mentindo!!!

Quando os darwinistas dizem não existir nenhuma controvérsia sobre a teoria da evolução, eles estão mentindo!!!
http://biologiareformacional.blogspot.com.br/2012/04/quando-os-darwinistas-dizem-nao-existir.html

“1984” e o “admirável mundo novo”

“1984” e o “admirável mundo novo”


by O. Braga

"Admirável Mundo Novo" é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas.

A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade actual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.



via Admirável Mundo Novo – Wikipédia, a enciclopédia livre.




Quando Albert Einstein formulou a sua teoria da relatividade, não fazia a ideia de que as suas descobertas culminariam nas bombas atómicas de Hiroxima e Nagasáqui. E face às descobertas de Einstein, muita gente se viu, naquela época, perante um “admirável mundo novo”. E depois foi o que se viu.



Quando se trata de manipulação de dados pessoais dos cidadãos por parte do Estado, o “admirável mundo novo” torna-se ainda mais perigoso do que o efeito causado pela teoria da relatividade de Einstein em Hiroxima e Nagasáqui.



Tal como aconteceu com a teoria atómica, aquilo que pode ser utilizado para o bem, também pode ser utilizado para o mal; e seria ingénuo pensarmos que o ser humano tende naturalmente para o bem: se existe uma ténua possibilidade de que a humanidade tenda para o mal, então existe uma grande probabilidade de que a humanidade corra para o mal — e isto se pudermos definir “humanidade”!.



Porém, há gente optimista que pensa que o progresso da humanidade é uma lei da natureza. Não é. Por exemplo, há quem diga que a construção de uma base de dados de ADN controlada pelo Estado é “para nosso bem”. É sempre por aqui que começa o problema, quando o Estado diz que algo é feito "para nosso bem". O Estado dá-nos novos "direitos" para nos impor novas e exdrúxululas obrigações; "não há almoços grátis" [João César das Neves].



A fé do cientista é a maior de todas, porque é inconfessável. Quando se transforma a ciência em uma espécie de religião imanente — que vive de um futuro que é considerado certo —, o cientista transforma-se em uma espécie de profeta que anuncia o futuro redentor da doutrina.



Sorria, porque amanhã será sempre pior. Sorria, com pessimismo. O sorriso pessimista é uma lufada de ar fresco no nosso sistema de ideias, e é também a condição da sanidade mental. Como escreveu Nicolás Gómez Dávila: “com bom humor e pessimismo, não é possível o equívoco e o enfado”.





--------------------------------------------------------------------------------



"Somos todos iguais, pois o genoma humano é quase todo igual, mas somos todos diferentes, pois as alterações individuais, apesar de pequenas, são significativas."



via De Rerum Natura: O FUTURO ESTÁ NOS GENES.





--------------------------------------------------------------------------------



"Provocative new research might help explain why black women are so much more likely than whites to develop and die from cervical cancer: They seem to have more trouble clearing HPV, the virus that causes the disease."



via Study shows black women more likely to develop cervical cancer because HPV stays in system six months longer than whites
Mail Online.



Não somos todos iguais, nem individualmente, nem colectivamente. Existem diferenças genéticas a nível das raças, o que não significa que umas raças sejam superiores a outras. E enquanto continuar a existir o fantasma da existência da raça genética, e a fuga à realidade continuar a ser a forma de lidar com a realidade, não será possível enfrentar o racismo de uma forma racional.



[ ficheiro PDF ]

O. Braga
Sexta-feira, 6 Abril 2012 at 12:10 pm
Tags: Carlos Fiolhais, Rerum Natura
Categorias: ética, Ciência, cultura, gnosticismo
URL: http://wp.me/p2jQx-aXg 
 
Divulgação:  http://cultura-calvinista.blogspot.com/

O diálogo do embotamento moderno

O diálogo do embotamento moderno


by O. Braga

Este postal no Rerum Natura descreve sucintamente um diálogo, publicado em livro, entre Deepak Chopra [alegadamente, um “imaterialista”] e Leonard Mlodinow [um cientista naturalista; porque pode-se ser cientista sem ser naturalista]. Este último foi o “ajudante” de Stephen Hawking em várias publicações.


Para poder comentar o artigo em epígrafe, vou ter que recorrer a Karl Popper. Bem sei que Karl Popper não é bem visto à Esquerda e tão pouco é bem visto em uma determinada área conservadora católica; mas lembro que Karl Popper não foi um teólogo: antes, foi um filósofo. Na minha opinião, Karl Popper está entre os cinco maiores filósofos do século XX, juntamente com Karl Jaspers, Louis Lavelle, Eric Voegelin, e Husserl. Tudo o que vou escrever a seguir é baseado nas ideias de Karl Popper, embora não seja ipsis verbis e lhe acrescente a minha visão pessoal.

--------------------------------------------------------------------------------
A “verdade” não é a mesma coisa que “certeza”. A certeza é uma questão de fé; a verdade tem a ver com factos [objectivos]. O cientismo é a fé aplicada à ciência.
O ser humano tenta impor as suas teorias [científicas] à Natureza [Kant], mas todavia só raramente consegue adivinhar a verdade, e nunca pode estar seguro de o ter conseguido. Temos que nos contentar com um saber conjectural.

Nunca podemos justificar as nossas teorias científicas, porque nunca poderemos saber se se revelarão falsas.

A razão é a capacidade de abstracção em relação aos fenómenos [objectos] e de descobrir os princípios que lhe estão subjacentes. Estes princípios, descobertos pela razão, podem ser falsos ou verdadeiros; e podem até ser considerados falsos sendo verdadeiros, e ser considerados verdadeiros sendo falsos.

--------------------------------------------------------------------------------

Ernst Mach, sendo um positivista empedernido, foi um adversário formidável da teoria quântica. Podemos dizer que Mach era um materialista na medida em que concebia a verdade baseada em factos objectivos constatáveis exclusivamente pela experiência [empirismo]. Porém, existem formas de materialismo que não o aparentam ser, à primeira vista: podemos dizer que o bispo Berkeley fundou o positivismo ao atacar Newton por este ter introduzido “qualidades invisíveis”, e portanto, “ocultas”, na Natureza; e Berkeley foi seguido especialmente por Ernst Mach e Heinrich Hertz.


Tal como em Deepak Chopra, Berkeley nega a realidade da matéria [imaterialismo], embora, nos dois casos, de modos diferentes. O que interessa saber, neste caso, é que Chopra vê a matéria não como uma realidade em si mesma, mas como uma ilusão [Budismo], e neste particular coincide com Berkeley. O imaterialismo [que nasceu com Descartes que não era um imaterialista] atingiu o seu apogeu com Ernst Mach [que era um positivista], e depois desapareceu porque deixou de ser moderno... até que surgiu o pós-modernismo e as teorias New Age. Portanto, a teoria de Chopra é uma crítica à teoria tradicional da realidade do senso-comum.


No entanto, a teoria [ou a mundividência] de Leonard Mlodinow é também crítica da teoria da realidade do senso-comum, na medida em que nega a existência do espírito e da liberdade humana, já que — segundo Mlodinow e quejandos — tudo o que podemos observar no Homem seria o comportamento humano exterior que corresponde, sob todos os aspectos, ao comportamento animal — mesmo na área linguística. É impossível ser darwinista ou aceitar minimamente a teoria de Darwin, e não se ter uma mundividência determinista do ser humano, o que significa uma visão do ser humano desprovida de liberdade.


Ambas as mundividências e teorias — as de Chopra e as de Mlodinow — são críticas da teoria da realidade do senso-comum. Fazem ambas parte intrínseca do embotamento moderno.

O. Braga
Segunda-feira, 9 Abril 2012 at 8:13 am
Tags: Karl Popper, Rerum Natura
Categorias: A publicar, ética, cultura, Darwinismo, filosofia, Quântica, Religare
URL: http://wp.me/p2jQx-aZJ


Fonte: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

A Utopia do Cientismo

Carlos Fiolhais e a utopia do cientismo
by O. Braga

"Por outro lado, o tratamento estatístico dos dados anonimizados permitirá às empresas farmacêuticas conhecer melhor o perfil das populações e fabricar fármacos mais adequados para elas. O próprio poderá, conhecido o seu perfil genético, mudar o seu estilo de vida, preferindo por exemplo alimentos melhores para si. É um “admirável mundo novo” que se anuncia com a revolução em curso que, bem aproveitada, permitirá prestar melhores cuidados de saúde a um custo desejavelmente mais baixo."



--- Carlos Fiolhais







"A new study of identical twins confirms that genetics are a poor, if not purposeless, prognostic of the chance of getting a disease."



via The Limits of Genetic Testing - David Shenk - Health - The Atlantic.

O. Braga
Sábado, 14 Abril 2012 at 7:10 am
Tags: Carlos Fiolhais, Cientismo, Rerum Natura
Categorias: Ciência, Esta gente vota, religiões políticas
URL: http://wp.me/p2jQx-b3l



Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

O fenómeno cultural da “interiorização do marxismo” depois da queda do muro (direto de portugal)

O fenómeno cultural da “interiorização do marxismo” depois da queda do muro


by O. Braga

Inês Pedrosa não deveria transportar a realidade de Portugal de há 70 anos para a realidade de hoje, e utilizar essa comparação para reprovar o exame da 4ª classe. Estamos em presença de um anacronismo, da parte de Inês Pedrosa; mas será que o exame da 4ª classe é anacrónico?



A sociedade portuguesa do tempo em que a mãe da Inês Pedrosa andava no “Lyceo” é bastante diferente da de hoje — em que, infelizmente, já nem existe o liceu; provavelmente porque muitos dos políticos actuais não fizeram o liceu [incluindo o actual presidente da república]. A verdade é que o liceu faz muita falta...



O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, dizia ontem num programa de TV que depois da queda do marxismo-leninismo, o marxismo foi “interiorizado” (sic) pela elite intelectual; e é a esta interiorização do marxismo que chamamos de “politicamente correcto”. E esta interiorização do marxismo [marxismo cultural] não escapa a pessoas que se dizem “não-marxistas”! Confunde-se justiça, por um lado, com uma ideologia igualitária, por outro lado; e o resultado é que não só o cidadão mais fraco sai prejudicado, mas também a sociedade em geral fica mais pobre e desprotegida.



Inês Pedrosa encaixa que nem uma luva neste fenómeno de interiorização do marxismo.



O principal argumento de Inês Pedrosa é o de que os pais das crianças pobres não têm os meios que os pais das famílias ricas — nomeadamente, e cito, “livros e computadores”. E diz que nas casas ricas existem “adultos que puxam pelas crianças”. Este argumento não cola. Dos ricos que eu conheço, falta-lhes massa cinzenta; e muita falta!. E computadores existem já em quase todas as escolas, para ricos e para pobres.



A Inês Pedrosa poderá ter alguma razão em relação aos livros, uma vez que o plano nacional de bibliotecas é, hoje, uma anedota: hoje, as bibliotecas públicas servem para muito pouco e estão quase sempre às moscas. Mas em vez de defender um novo plano nacional de bibliotecas que seja mais abrangente e responda à necessidade dos mais pobres, Inês Pedrosa opta pelo igualitarismo que nivela por baixo.



“A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas com desigualdade justa” — Nicolas Gomez Dávila O. Braga
Sábado, 14 Abril 2012 at 8:52 pm
Categorias: A vida custa, cultura, educação, Esta gente vota, politicamente correcto
URL: http://wp.me/p2jQx-b4c  

Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

Bactéria resistente a antibióticos há bilhões de anos 'falou e disse': não sou evidência a favor da evolução!

Bactéria resistente a antibióticos há bilhões de anos 'falou e disse': não sou evidência a favor da evolução!
http://biologiareformacional.blogspot.com.br/2012/04/bacteria-resistente-antibioticos-ha.html

Quando começamos a definir, o politicamente correcto começa a insultar

Quando começamos a definir, o politicamente correcto começa a insultar

by O. Braga

Quando falamos de uma coisa qualquer, devemos em primeiro lugar tentar definir essa coisa. Por exemplo, se falamos de SIDA ou AIDS, devemos em primeiro ter uma noção do que é a SIDA. Ter uma noção de SIDA é definir SIDA.



Se falamos de uma coisa apenas tendo em consideração o “conceito” dessa coisa, corremos o risco de, às páginas tantas, estar a falar de tudo menos dessa coisa. Uma das características da Esquerda e do politicamente correcto é concentrar-se exclusivamente no conceito de uma coisa em discussão, evitando a todo o custo a definição dessa coisa que levaria à “noção da coisa” em causa.



Por exemplo, se falarmos em “conceito de ser humano”, poderíamos escrever uma biblioteca inteira em torno desse conceito; uma vida inteira dedicada à escrita acerca do “conceito de ser humano” não chegaria certamente para delimitá-lo. Mas se definirmos ser humano, chegamos à noção de ser humano em uma curta frase: “o ser humano é um animal mamífero, bípede, racional, dotado de linguagem e de inteligência.”



A partir do momento que começamos a definir, o politicamente correcto [e/ou a Esquerda] começa a insultar.



Como podemos definir SIDA? Temos que começar por descodificar a sigla ou signo SIDA. Segundo a Wikipédia, SIDA significa “síndrome da imunodeficiência adquirida”, o que quer dizer que se trata de uma doença que causa a falência — ou, pelo menos, a deficiência — do sistema imunitário no ser humano. E qual é a causa da SIDA?



Ora, o que este artigo faz é confundir a SIDA, entendida como “síndrome da imunodeficiência adquirida” [segundo a noção de SIDA], por um lado, com a forma como a SIDA é tratada, ou como poderia ser tratada de uma forma alternativa, por outro lado. E ao fazer essa confusão, o texto referido troca a noção de SIDA pelo conceito abstracto de SIDA: a SIDA passa a ser um conceito vago e difuso, sem causas próximas claramente definíveis, e que alegadamente, tem muito pouco a ver com a promiscuidade sexual considerada em si mesma; e a causa da SIDA é, desse modo, desligada do vírus HIV [que é considerado um “vírus inofensivo”] e atribuída ao próprio tratamento da SIDA por meio do AZT.



Na República da África do Sul, o AZT só recentemente foi introduzido como tratamento da SIDA, e cerca de 6 milhões de sul-africanos estão infectados pelo HIV e 500 mil pessoas morrem anualmente devido à “síndrome da imunodeficiência adquirida”; a esmagadora maioria dos doentes sul-africanos com SIDA não são homossexuais.

A realidade concreta e objectiva, e o senso-comum, diz-nos que Peter Duesberg está errado, e que a SIDA tem mais a ver com a promiscuidade sexual que catalisa a propagação do vírus HIV, do que com o tratamento por AZT — o que não significa que o AZT não possa ser colocado em causa como forma de tratamento.



Temos aqui um exemplo de como um biólogo de esquerda e politicamente correcto [Peter Duesberg] consegue fazer diluir a noção de SIDA e concentrar o seu discurso no conceito de SIDA, fazendo com que se torne difícil estabelecer qualquer nexo causal na discussão.

O. Braga
Domingo, 15 Abril 2012 at 8:09 pm
Tags: AIDS, SIDA
Categorias: A vida custa, Esta gente vota, homocepticismo, politicamente correcto
URL: http://wp.me/p2jQx-b4U 
 
Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

Os Pilares do Naturalismo (Freud, Marx e Darwin) - Três mortes em estado de negação

Darwin está morto!


by O. Braga

"Natural selection is the gradual, nonrandom process by which biological traits become either more or less common in a population as a function of differential reproduction of their bearers. It is a key mechanism of evolution.


Variation exists within all populations of organisms. This occurs partly because random mutations cause changes in the genome of an individual organism, and these mutations can be passed to offspring."



via Natural selection - Wikipedia, the free encyclopedia.




Freud foi o primeiro a morrer quando Karl Popper demonstrou que a psicanálise não é ciência. Karl Marx está hoje enterrado sob os escombros do muro de Berlim, quando a realidade dos factos demonstrou que a sua teoria estava errada. E Darwin também jaz morto e arrefece, mas a cultura da modernidade continua em estado de negação — não quer acreditar no seu “falecimento”.




Com as mortes de Darwin, Karl Marx e Freud, a modernidade e o naturalismo deixaram de fazer sentido; toda a filosofia moderna terá que ser repensada, o que corrobora a ideia segundo a qual a filosofia está longe de ser redundante.



Sem entrarmos na ciência biológica propriamente dita, e escorando-nos apenas na lógica, podemos afirmar que o darwinismo não está apenas em crise: em vez disso, podemos dizer que o darwinismo é hoje obsoleto. No entanto, as nossas crianças continuam a estudar, nas escolas, a Árvore da Vida, segundo Darwin, o que reflecte o estado de negação da nossa cultura contemporânea: perante a realidade do morto, recusamo-nos a acreditar que ele está morto.



O trecho supra da Wikipédia acerca do darwinismo diz-nos duas coisas: a primeira, que as mutações genéticas são alegadamente aleatórias; e a segunda, que a selecção natural não é aleatória mas resulta do processo aleatório de mutação genética: ou seja, a selecção natural é alegadamente um processo gradual, não aleatório de acumulação de mutações genéticas aleatórias.

O darwinismo parte de um princípio de negação radical de qualquer teleologia no aparecimento e no desenvolvimento da vida — nega a existência de um determinado fim que não seja a sobrevivência dos mais fortes.



Porém, a “irredutível complexidade” existente em dezenas de milhares de organismos vivos “matou” a teoria de Charles Darwin: não é plausível uma teoria de mutações aleatórias em face da microscópica complexidade irredutível dos organismos vivos, porque se teria que explicar como essa irredutível complexidade surgiu, em primeiro lugar.

Perante a morte anunciada de Darwin, zoólogos como Richard Dawkins entram em estado de negação; “bioéticos” e “filósofos”, como por exemplo Peter Singer, Daniel Dennett, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore e outros, que defenderam a substituição da teoria marxista pelo darwinismo — fazendo com que a nova esquerda adoptasse o darwinismo em lugar do defunto marxismo —, fazem agora de conta que os dados da ciência não existem, e transformaram o darwinismo em uma espécie de doutrina religiosa.



Com a "morte" de Karl Marx, os marxistas, e materialistas em geral, correram para o último refúgio da modernidade: o neodarwinismo. Com a "morte" de Darwin, entraram agora em estado de negação e transformaram a ciência em religião política.



É hoje comummente aceite pela ciência que a tese do mecanismo de selecção [mutações genéticas + selecção natural] é falsa, o que significa a presunção de existência de uma qualquer teleologia. Existem basicamente duas teses diferentes: a tese da teleologia imanente ou internalista [que junta a biologia à física quântica para justificar uma certa finalidade lógica inerente à vida], e a tese da teleologia externalista [que prevê um desenho de uma inteligência exterior à vida natural]. Em ambos os casos, prevê-se uma qualquer finalidade lógica e, portanto, a recusa de uma aleatoriedade pura e simples tal qual defendida pelo cadáver de Charles Darwin.

O. Braga

Domingo, 15 Abril 2012 at 9:43 am
Tags: Cientismo, naturalismo
Categorias: Ciência, cultura, Darwinismo, filosofia, religiões políticas
URL: http://wp.me/p2jQx-b4u


Divulgação: http://metodologiadoestudo.blogspot.com/

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Precisamos da sua ajuda para combatermos a LEGALIZAÇÃO DA PEDOFILIA por líderes universitários esquerdistas! (Um abismo chama outro abismo)

Conheça os líderes universitários que estão tentando redefinir a pedofilia como “intimidade intergeracional”




Anne Hendershott

4 de janeiro de 2012 (Notícias Pró-Família) — A indignação e nojo que a maioria de nós sentiu quando ficamos sabendo das alegações de abuso sexual de meninos nas escolas de esporte da Universidade Estadual Penn e da Universidade de Syracuse indicam que nossas normas culturais sobre o abuso sexual de menores estão intactas. Contudo, apenas uma década atrás um movimento paralelo começou em algumas universidades a redefinir a pedofilia como a mais inócua “intimidade sexual intergeracional”.

A publicação do livro “Harmful to Minors: The Perils of Protecting Children from Sex” (Prejudicial para Menores: Os Perigos de se Proteger Crianças do Sexo) prometeu aos leitores uma “reavaliação radical, atual e há muito esperada de como pensamos e agimos com relação à sexualidade de crianças e adolescentes”. O livro foi publicado pela editora da Universidade de Minnesota em 2003 (com prefácio de Joycelyn Elders, que havia sido ministra da Saúde do governo de Bill Clinton). Depois da publicação, a autora Judith Levine postou uma entrevista no site da universidade condenando abertamente o fato de que “há pessoas que estão promovendo uma agenda cristã conservadora que impedirá crianças menores de idade de terem acesso à expressão sexual”, e acrescentando que “realmente temos de proteger as crianças de perigos reais… mas isso não significa protegê-las de algumas fantasias de sua inocência sexual”.

Essa redefinição da inocência da infância como “fantasia” é a chave para enfraquecer a definição da perversão da pedofilia, que satura as universidades e outros lugares. Valendo-se da linguagem da teoria pós-moderna, aqueles que estão trabalhando para redefinir a pedofilia estão primeiramente redefinindo a infância, afirmando que a “infância” não é uma certeza biológica. Em vez disso, a infância é uma invenção que a sociedade construiu — um objeto produzido pela sociedade durante a história. Tal desconstrução da infância é produto dos esforços de um movimento de poderosos defensores da pedofilia apoiados por especialistas das universidades e por um grande número de escritores, pesquisadores e editores que estavam dispostos a questionar o que a maioria de nós vê como conduta tabu.

Os teóricos pós-modernos estão interessados principalmente em trabalhos escritos que evocam a natureza fragmentária da experiência e a complexidade da linguagem. Uma das fontes mais citadas para isso é o livro “Male Intergenerational Intimacy: Historical, Socio-Psychological and Legal Perspectives” (Intimidade Intergeracional Masculina: Perspectivas Históricas, Socio-Psicológicas e Legais). Essa coleção de artigos de especialistas acadêmicos — na maior parte europeus, mas alguns ligados a universidades dos EUA — fornece um argumento muito forte a favor do que eles chamam de “intimidade intergeracional”. Ken Plummer, um dos que contribuíram, escreve que “não mais podemos presumir que a infância é uma época de inocência simplesmente por causa da idade cronológica da criança”. Aliás, “uma criança de sete anos pode ter construído uma conjunto elaborado de compreensões e códigos sexuais que deixaria muitos adultos de boca aberta”.

Afirmando se apoiar no trabalho teórico dos historiadores sociais, das feministas socialistas, dos Foucauldianos e dos sociólogos construcionistas, Plummer prometeu construir uma “nova e fecunda maneira de ver a sexualidade e as crianças”. Dentro dessa perspectiva, há a suposição do desenvolvimento sexual linear e nenhuma infância real, apenas uma definição imposta a partir de forças externas.

Condenando abertamente as “perspectivas essencialistas da sexualidade”, esses escritores tentam remover as barreiras essencialistas da infância, abrindo a porta para os pedófilos pós-modernos verem tal conduta como parte da política da transgressão. Eles não mais são pervertidos; eles são simplesmente “cruzadores de barreiras” pós-modernos.

Em 1990, a Revista de Homossexualidade publicou uma edição dupla dedicada ao sexo entre adultos e crianças intitulada “Intimidade Intergeracional”. David Thorstad, ex-presidente da Aliança de Ativistas Gays de Nova Iorque e membro fundador da Associação Norte Americana de Amor entre Homens e Meninos (conhecida pela sigla em inglês NAMBLA: North American Man/Boy Love Association), escreve que “o amor por meninos ocorre em todas as vizinhanças hoje”. O movimento [de amor entre homens e meninos] continua, mas tornou-se clandestino desde que a NAMBLA se achou envolvida numa encrenca de 200 milhões de dólares devido a uma ação legal de direitos civis por causa de uma morte por negligência. A ação foi iniciada no Tribunal Regional Federal de Boston e afirma que os artigos no site da NAMBLA fizeram com que Charles Jaynes, membro da NAMBLA, torturasse, estuprasse e matasse um menino de 10 anos da cidade de Boston.

Não muito tempo atrás, os pedófilos pós-modernos receberam ajuda, para enfraquecer a definição de suas perversões, do Conselho Federal de Psicologia dos Estados Unidos (American Psychological Association). Em 1998, o CFP publicou um artigo em seu Boletim Psicológico que concluía que o abuso sexual contra crianças não provoca danos. Os autores recomendaram que a pedofilia deveria em vez disso ser tratada com um termo neutro como “sexo entre adultos e crianças”. A NAMBLA rapidamente postou a “boa notícia” em seu site, declarando que “a atual guerra contra os amantes de meninos não tem base na ciência”.

Parece que muitos pedófilos pós-modernos aceitaram a recomendação com muita seriedade. Por algum tempo, vivemos numa cultura em que o sexo entre homens e meninos era não só tolerado, mas também celebrado. E embora a revolta pública contra as alegações de estupros de meninos da Universidade Estadual Penn e da Universidade de Syracuse revele que a pedofilia masculina permanece um terreno questionado para a maioria, o sexo entre mulheres e meninas mal é registrado na tela do radar cultural, por causa do poder do movimento feminista.

O espetáculo teatral “Os Monólogos da Vagina”, por exemplo, é ainda um repertório dramático padrão nas produções estudantis nas universidades — inclusive na Universidade Estadual Penn e na Universidade de Syracuse. A peça original explora a história de uma menina alcançando sua “maturidade”, começando com uma menina de 13 anos gozando um caso sexual com uma mulher de 24 anos. Versões da peça publicadas posteriormente mudaram a idade da menina de 13 para 16 anos, e a peça continua a ser encenada. A produção de fevereiro do ano passado na Universidade de Syracuse foi inovada quando convidaram um elenco composto por membros da universidade para encenar a peça na universidade.

Embora a indignação com as recentes alegações de abuso sexual indicasse que o rótulo de pervertido permanecerá para a prática da pedofilia, a realidade está aí de que poderosos defensores da pedofilia, com acesso às editoras universitárias, continuarão sua campanha semântica e ideológica para enfraquecer a definição dessa forma de perversão.

Anne Hendershott é célebre professora da Universidade do Rei em Nova Iorque, EUA. Ela é autora de “The Politics of Deviance” (As Políticas da Perversão). Este artigo apareceu originalmente no Public Discourse e foi publicado com permissão.

Artigos relacionados:

Recentes acusações de pedofilia em Hollywood são apenas a ponta do iceberg: confissões de ex-atores mirins

Pedófilos em Hollywood cercam crianças como abutres: confissão de ex-menino ator

Por que ficamos surpresos com a promoção de “direitos à pedofilia”?

Anarquia sexual: o legado de Kinsey

Proeminente conferência pró-pedofilia provoca horror nos participantes

Conferência acadêmica busca normalizar pedofilia

Pedofilia é “orientação sexual”, especialistas dizem no Parlamento do Canadá

Órgão da ONU promove educação sexual a partir do nascimento

Homossexual “casado” abusou sexualmente de dezenas de crianças em creche na Holanda, diz a polícia

Padre salesiano revelado como um dos principais defensores da pedofilia na Holanda

Líder de rede de pedofilia era influente assessor de assuntos homossexuais e crianças do governo escocês

O documento decisivo que mostra que a homossexualidade está na raiz da crise de abuso sexual

Abuso sexual na Igreja Católica era problema homossexual, não pedofilia

Juíza da Inglaterra para professor: Não critico sua atração sexual por crianças de dois anos

Homossexualismo é claramente um fator em novos dados sobre abuso do clero

Polícia federal deveria investigar manual prático de pedofilia na Amazon

Publicações do governo alemão promovem pedofilia e incesto como se fossem educação sexual saudável

Vítima de Kinsey desabafa: meu pai era pago para me estuprar

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/meet-the-academics-who-are-trying-to-redefine-pedophilia-as-intergeneration

Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
 
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com.br/2012/01/conheca-os-lideres-universitarios-que.html
 
Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

Grupo de acadêmicos da Academia Brasileira de Ciências afrontados com o avanço do Design Inteligente no Brasil

Grupo de acadêmicos da Academia Brasileira de Ciências afrontados com o avanço do Design Inteligente no Brasil




http://biologiareformacional.blogspot.com.br/2012/04/grupo-de-academicos-da-academia.html

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Continua a pressão do lóbi político gay sobre as crianças

Continua a pressão do lóbi político gay sobre as crianças
http://pedofilianauniversidade.blogspot.com.br/2012/04/continua-pressao-do-lobi-politico-gay.html

O problema da ciência contemporânea são os cientistas

O problema da ciência contemporânea são os cientistas

by O. Braga

Vemos hoje cientistas eminentes, como Stephen Hawking, afirmar peremptoriamente que "o universo surgiu do Nada". Aparentemente, esses cientistas transportam consigo uma autoridade de direito que lhes permite afirmar uma coisa dessas.
Porém, a ciência física apenas conhece a existência de 4% do universo; 96% do universo é desconhecido, e a ciência física chama a esse universo oculto de Matéria Negra. A matéria negra é apenas um nome convencionado, porque a ciência não sabe sequer o que é.
A ciência chegou à conclusão de que tem que existir a "matéria negra" porque constatou que não existe massa suficiente nas galáxias para manter a forma espiral da sua rotação; e não existe massa suficiente nas galáxias para impedir que as estrelas saiam das suas posições e entrem numa em deriva aleatória pelo espaço afora.
E quando a ciência física tem que inventar o conceito de “matéria negra” para poder justificar a existência de 4% do universo que é verificável, por um lado, e por outro lado, para poder justificar a existência de 96% do universo que a ciência física sabe o que é — é então que eminentes cientistas vêm dizer, com toda a autoridade, que o universo surgiu do Nada.

O. Braga | Quinta-feira, 5 Abril 2012 at 6:53 am | Categorias: A vida custa, Ciência, filosofia, Quântica | URL: http://wp.me/p2jQx-aWM


Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com

Um recado para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) - "...crianças nascidas mediante a fertilização in vitro e métodos semelhantes, correm o risco de serem vítimas de enfarte do miocárdio numa idade precoce..."

Um recado para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV)

by O. Braga

A propósito dum postal de hoje, e oportuno que nem ginjas:
"Peut-on continuer à faire de la fécondation in vitro? La question se pose suite à l’étude qui vient d’être réalisée au CHUV. Elle démontre que les enfants, nés par ces méthodes, risquent d’être victimes d’infarctus à un âge très précoce. Leur système vasculaire et leur pression pulmonaire posent problème. Cette enquête exclusive sera suivie d'un débat avec l'auteur de la recherche, le professeur Urs Scherrer, et le professeur Marc Germond, médecin responsable du Centre de Procréation médicalement assistée de Lausanne."
Um estudo realizado na Suíça demonstrou que as crianças nascidas mediante a fertilização in vitro e métodos semelhantes, correm o risco de serem vítimas de enfarte do miocárdio numa idade precoce, para além de que o sistema vascular e a pressão pulmonar são problemáticos nessas crianças.
Portanto, é conveniente que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) se informe, e saiba do que fala, antes de dar pareceres que agradam ao politicamente correcto e ao lóbi político gay.


Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um exemplo de como funciona o “intelectual” contemporâneo

Um exemplo de como funciona o “intelectual” contemporâneo


by O. Braga

Eu escrevi, neste postal de 4 de Novembro de 2010, o seguinte:



« As nossas teorias científicas, por melhor comprovadas e fundamentadas que sejam, não passam de conjecturas, de hipóteses bem sucedidas, e estão condenadas a permanecerem sempre conjecturas ou hipóteses.»

--- Karl Popper



Hoje, recebi o seguinte email: “Minha questão: em que obra Karl Popper afirmou aquilo?”



Naturalmente que fui obrigado a reabrir os livros e os ensaios de Karl Popper, à procura daquela frase em particular, o que me deu algum trabalho; mas já lá está a fonte do autor.



Porém, o problema não é este: o problema é que, para o intelectual contemporâneo, aquilo que é evidente e até óbvio, tem pouco valor ou não tem mesmo nenhum valor: o que interessa é a autoridade de direito da citação da fonte.



Se eu disser, por absurdo e por exemplo, que Karl Popper escreveu que “1 + 1 = 2”; o intelectual contemporâneo não detecta a evidência da proposição, e só a considera legítima e verdadeira se eu disser em que livro ou obra de Karl Popper essa proposição está escarrapachada.

O. Braga
Sexta-feira, 30 Março 2012 at 9:39 pm
Categorias: A vida custa
URL: http://wp.me/p2jQx-aSp 
 
 
Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/