quinta-feira, 15 de março de 2012

"Petistas e Esquerdistas da ONU" querem proibir a leitura da DIVINA COMÉDIA de Dante Alighieri

A “intelectualidade” orgânica contemporânea quer proibir a leitura de Dante Alighieri


by O. Braga


«Dante era un racista y un antisemita. Su “Divina Comedia” debe ser eliminada de la escuela». Esta sorprendente acusación, llena de ignorancia y delirio por lo «políticamente correcto», la ha hecho Gherush92, una organización internacional de investigadores y profesionales que goza de status de consultor especial en el Consejo Económico y Social de Naciones Unidas para derechos humanos y proyectos de educación al desarrollo.






via «?La Divina Comedia? debe ser eliminada de la escuela por racista» - ABC.es.






A “Divina Comédia” do florentino Dante Alighieri [obra acabada em 1312] foi das primeiras obras europeias escritas em língua popular, isto é, não escrita em latim. Na época em que a obra foi acabada, ainda não existia imprensa escrita na Europa; e por isso, o conhecimento era essencialmente transmitido por via oral — porque o que não está escrito tem que estar na cabeça. Por isso, imaginem a capacidade de memorização de Dante...!






A estrutura da “Divina Comédia” foi seguida por Goethe no “Fausto”, quando Mefistófeles conduz Fausto pelos altos e baixos da vida. A noção que temos hoje de “eterno feminino” na poesia, que foi também tratada de forma idêntica por Goethe, foi pela primeira vez abordada de uma forma sistemática por Dante através da sua personagem de Beatriz — que era um pseudónimo da sua amada Beatrice Portinari.






A “Divina Comédia” é uma espécie de sistema ético-moral da época de Dante que ainda hoje é válido na sua essência, porque o valores morais fundamentais são intemporais. Esse sistema ético de Dante é uma espécie de “edifício moral” composto por vários “departamentos”, por assim dizer, e em que cada acção moralmente condenável e o seu respectivo castigo ocupavam um lugar bem definido [o lugar comum]. O “lugar comum” era procurado, pelas pessoas interessadas, no “edifício moral” quando se queria encontrar um exemplo de uma determinada falta moral e do respectivo castigo. Goethe seguiu um figurino semelhante no “Fausto”.






É absolutamente falso que Dante se tenha referido, de forma depreciativa, a todos os judeus. Dante referiu-se a Judas, o traidor de Cristo, o que não significa que Judas represente todos os judeus; aliás, a acusação a Dante é totalmente absurda porque o próprio Jesus Cristo era judeu!. Além disso, no nono círculo do Inferno de Dante não está apenas Judas: estão lá também Bruto e Cássio, os assassinos de César.






Dante critica simultaneamente, e entre outros, os avarentos, os glutões e os coléricos, salvo erro, no terceiro círculo do inferno. Não sei por que razão se há de presumir — como fez essa organização da ONU — que os avarentos de Dante são judeus, e os glutões e os coléricos já não são judeus.






As referências negativas que Dante faz à sodomia — esta acusação é verdadeira — estão também na Bíblia e, por isso, pretender proibir a leitura da “Divina Comédia” por este motivo equivale a pretender proibir a leitura da própria Bíblia. Porém, temos que convir que Dante tinha razão: o ânus foi feito pela natureza para evacuar fezes e não para outra coisa. Portanto, criticar Dante por este condenar a sodomia não é racional.


O. Braga
Quinta-feira, 15 Março 2012 at 2:57 pm
Categorias: A vida custa, ética, cultura, Esta gente vota, politicamente correcto
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