Cliue na imagem
1. Uma pessoa minimamente inteligente não subestima, a priori e em juízo universal, a inteligência de outrem — até porque existem vários tipos de inteligência: a inteligência lógica matemática, a inteligência pessoal, a inteligência espacial, a inteligência linguística, a inteligência musical, etc. Portanto, dizer que alguém é menos inteligente por causa das suas ideias políticas, para além de ser uma contradição nos termos, é sintoma de pouca inteligência lógica.
2. Por outro lado, o estudo em causa é pouco inteligente porque coloca em um mesmo plano o racismo ou a segregação em função da raça [porque a raça é uma característica genética, e por isso, imutável], por um lado, e por outro lado, o comportamento de um determinado grupo social [os gays e a sua cultura de promiscuidade sexual, de que não há evidências científicas de que exista o “gene gay”]. Neste sentido, podemos dizer que este estudo canadiano é uma pura manifestação de cientismo manipulado pelo politicamente correcto, e é feito para um público pouco inteligente e com pouco sentido crítico.
3. Outra premissa pouco inteligente do estudo canadiano é a de que as pessoas são mais inteligentes se tiverem uma “mente aberta”, sendo que “mente aberta” é a capacidade de aceitar tudo e mais alguma coisa. Uma pessoa com “mente aberta” tem que ser necessariamente uma pessoa acrítica ou com pouco sentido crítico, porque a “mente aberta” significa que a pessoa que a detém aceita a realidade social circundante sem a questionar.
A premissa parte da falácia lógica ad Novitatem: tudo o que é novo é bom, e tudo que é antigo é sempre mau.
Esta premissa do estudo canadiana é uma contradição nos seus próprios termos, porque a capacidade crítica de um indivíduo significa que ele se obriga a si próprio a fazer escolhas fundamentais que moldam a sua mundividência e, neste sentido, não pode ter a “mente aberta” que caracteriza o espírito acrítico. Vemos aqui, mais uma vez, como este estudo é feito para estúpidos.
4. Depois, e talvez o mais espantoso, é a ideia do estudo canadiano segundo a qual as pessoas que procuram um “sentido de ordem” no universo são pouco inteligentes...!
Este estudo científico tem claramente três componentes fundamentais:
  • A primeira, é ideológica e é marcada pelo conceito de “tolerância repressiva” maniqueísta de Marcuse e do marxismo cultural: tudo o que vem da esquerda, é sempre bom; tudo o que venha da direita, é sempre mau.
  • A segunda, é a psicologia evolucionista que se pauta pela ausência de evidências que sustentem a teoria; por exemplo, ainda há pouco tempo se descobriu, através de evidências documentadas mediante artefactos encontrados, que o Homem de Neanderthal poderá ter tido determinadas características psicológicas que anteriormente a teoria da psicologia evolucionista não tinha previsto e tinha mesmo contrariado. Estamos aqui no campo do hipotético e do cientismo.
  • A terceira, é a pior forma de materialismo que podemos conceber: o behaviourismo, que coloca o ser humano ao nível de uma besta qualquer.