A razão por que eu perco tempo com o blogue De Rerum Natura, é a de que quem lá escreve tem reconhecidos, por muita gente, os respectivos alvarás de inteligência; e é preciso demonstrar a essa gente, dentro das possibilidades existentes, que os autores daquele blogue têm muita pouca ciência.
E a seguir, a mente distorcida que transcreveu aquele texto — a transcrição de um texto, sem mais comentários, é sempre um apoio ou uma aquiescência explícitos ao texto transcrito — justifica a enormidade daquela proposição referindo-se ao Afeganistão onde, como sabemos, existe uma taxa de iliteracia enorme. Ou seja, a besta que transcreveu aquele texto alia necessariamente o analfabetismo ao número de crianças em uma família.
E depois vem com o exemplo da China, onde o governo local está já a rever a política do filho único, tendo em vista a resolução do problema da sustentabilidade demográfica que garanta a segurança social e a reforma dos mais velhos. É, em grande medida, devido à trampa académica esquerdista que temos, à ilegítima autoridade de direito assumida por quem não tem sequer uma autoridade de facto, que Portugal se encontra hoje no estado em que está, sem luz ao fundo do túnel, envelhecida demograficamente e com as futuras aposentadorias ameaçadas. É esta a merda da elite que temos.
O mais absurdo é que aquele burro, sendo naturalista e portanto darwinista, mandou Darwin às malvas, porque este último defendeu a ideia segundo a qual a procriação abundante seria essencial para a selecção da espécie humana. Parece que o De Rerum Natura vai passar a ser um blogue darwinista às Segunda, Quartas e Sextas, e nos outros dias vai ser contra Rick Santorum. E tudo isto em nome da ciência.