terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Darwinista admite em resenha de livro de James Shapiro: cresce o número de cientistas não convencidos da robustez epistêmica do Darwinismo

Posted: 30 Jan 2012 11:33 PM PST




Recentemente [no blog UncommonDescent],nós temos visto James Shapiro, um geneticista molecular não darwinista, e autordo livro Evolution: A View from the 21st Century, debater os teóricos epesquisadores do Design Inteligente. Eis uma resenha de sua obra por AdamWilkins, um expoente biólogo do Reino Unido, e ex-editor do journal BioEssays, publicadono Genome Biology and Evolution (24 de Janeiro de 2012). [Nota deste blogger: uma resenha de 10 páginas!]
Wilkins admite algo que todo mundosabe, mas que alguns darwinistas convictos como ele irão admitir de verdade: umcrescente grupo de cientistas, especialmente aqueles da biologia molecular,biologia do desenvolvimento ou genética do desenvolvimento, e da microbiologianão está convencido do suposto poder da seleção natural de Darwin em criar omundo de vida que nós vemos:

“…the book’s contention that naturalselection’s importance for evolution has been hugely overstated represents apoint of view that has a growing set of adherents. (A few months ago, I wasamazed to hear it expressed, in the strongest terms, from another highlyeminent microbiologist.) My impression is that evolutionary biology isincreasingly separating into two camps, divided over just this question. On theone hand are the population geneticists and evolutionary biologists whocontinue to believe that selection has a ‘creative’ and crucial role inevolution and, on the other, there is a growing body of scientists (largelythose who have come into evolution from molecular biology, developmentalbiology or developmental genetics, and microbiology) who reject it”.

[“…o argumentos sustentado dolivro de que a importância da seleção natural para a evolução tem sidoimensamente exagerada representa um ponto de vista que tem um grupo crescente deadeptos. (Alguns meses atrás, eu fiquei surpreso de ouvir isso expresso, nostermos mais contundentes, de um outro microbiólogo muito eminente.) A minha impressãoé que a biologia evolucionária está cada vez mais se separando em dois campos,divididos justamente sobre esta questão. De um lado estão os geneticistas depopulação e os biólogos evolucionários que continuam a acreditar que a seleçãotem um papel ‘criador’ e crucial na evolução, e de outro lado, há um grupocrescente de cientistas (a maioria deles que entraram na evolução vindo dabiologia molecular, da biologia do desenvolvimento ou da genética dedesenvolvimento, e a da microbiologia) que a rejeitam”.]

Ele pensa que isso ainda não sejauma crise de paradigma a la Thomas Kuhn.

O resto da resenha é interessante,especialmente sua defesa da seleção natural:

“The arguments from paleontological evidencefor the importance of natural selection largely concern the observed long-termtrends of morphological change, which are visible in many lineages. It is hardto imagine what else but natural selection could be responsible for suchtrends, unless one invokes supernatural or mystical forces such as thelong-popular but ultimately discredited force of ‘orthogenesis’.”

[“Os argumentos da evidência paleontológicaa favor da importância da seleção natural diz respeito, na sua maioria, àstendências de mudanças morfológicas de longo tempo, que são visíveis em muitaslinhagens. É difícil imaginar o que mais, a não ser a seleção natural pudesseser responsável por tais tendências, a menos que alguém invoque forçassobrenaturais ou místicas tais como a muito popular, mas definitivamentedesacreditada força da ‘ortogênese’.”]

Considere o que isso significa: Averdadeira razão em colocar Darwin somente[como explicação] – em oposição a qualquer outra maneira pela qual a evoluçãopossa ocorrer – é que de outro modo nós devemos invocar o sobrenatural?

Alguém pode seperguntar o que todos esses cientistas que rejeitam “Darwin somente” pensamdisso.

Nosso velho amigo Larry Moran pensaque deriva genética é importante na evolução. (Eu te peguei! Um católico noarmário!)

Lynn Margulis, famosapor causa da endosimbiose? (Oh, você sabe o que eles dizem dela…)

E opróprio Shapiro? (Eu ouvi dizer que ele vai a reuniões secretas com … )

Finalmente, as pessoas que queremouvir a si mesmas, pensam que elas têm que dizer o suficiente. A evidência é importante.A falta de evidência é importante. A liberdade de pensar é importante.

E a evolução não é sobre protegera posição do lobby de Darwin vs. Deus.


+++++

NOTA DESTE BLOGGER

A Nomenklatura científica já tomou conhecimento do poder epistemológico das teses de Shapiro (um cientista evolucionista não darwinista) neste livro, que só falta dizer: uma iminente e eminente mudança paradigmática em biologia evolucionária já se faz necessária.

Você não vai ler sobre essas questões de ceticismo sobre a eficácia da seleção natural em sites de ciência como o HypeScience, em outros blogs científicos, muito menos nas publicações de divulgação científica como o JC E-Mail (órgão da SBPC), Ciência Hoje, Galileu, SuperInteressante, e os jornais e revistas como a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Globo, Veja, Época.

Por que esses grandes veículos midiáticos não abordam temas assim? Por que, hein?

É porque quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice???


Fonte via: http://pos-darwinista.blogspot.com


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Se fosse possível alterar a natureza humana, o teorema de Gödel estaria errado

Se fosse possível alterar a natureza humana, o teorema de Gödel estaria errado

by O. Braga

“As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram...” — Jean-Edern Hallier
Peter Singer, o eminente "eticista" australiano que é professor de uma eminente universidade americana, defende a ideia segundo a qual o estatuto de uma criança recém-nascida é a equivalente ao estatuto de um peixe, e que por isso, a mãe tem todo o direito de a matar, se assim quiser. Ou seja: Peter Singer considera que o infanticídio — já não estamos aqui a falar de aborto — é não só legítimo como dever ser legal.
Mas não só Peter Singer: académicos eminentes, como por exemplo, Daniel Dennett , Richard Dawkins , Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore, entre muitos outros, defendem ideias semelhantes às de Peter Singer em questões éticas, e nós sabemos, por experiência própria quando analisamos a História recente, que quando os académicos defendem hoje uma determinada ideia — por mais abstrusa que ela seja — , essa ideia tende a transformar-se [é uma "probabilidade pesada", segundo o conceito de Karl Popper] em facto a longo prazo.
E é neste contexto que o mesmo Karl Popper denunciou a “traição dos intelectuais” que contraria o que eu vejo escrito aqui:
“Continuamos a repudiar os comportamentos que ponham em causa a integridade e a segurança, “a escravatura, os crimes de sangue, a crueldade, a espoliação, a humilhação, as mutilações sexuais, a violação, as sevícias psicológicas e físicas” (p. 168). A nossa capacidade de indignação moral não morreu.
Hoje, parte-se do princípio de que o ser humano é um ser moral qb. e por sua natureza própria [o bom selvagem], e que não necessita de uma educação eticamente conduzida; e por isso, foram banidas as aulas de Moral nas escolas públicas, e a ética e a moral foram remetidas para a esfera privada dos cidadãos. E é, também, por isso, que as pessoas se agarram a uma vã esperança quando afirmam que “a nossa capacidade de indignação moral não morreu”, quando o que nos resta são os resquícios de uma cultura do imperativo categórico que se esvai e se desgasta com a passagem das gerações.
Refiro-me à Europa, evidentemente, porque em outros quadrantes do mundo, a cultura moral não sofreu a influência directa de David Hume e dos filósofos utilitaristas do século XIX: o Utilitarismo Marginal e subjectivista, em países como a Índia, por exemplo, é “colado com cuspe” mediante uma osmose cultural; não pertence intrinsecamente à cultura local. O relativismo subjectivista é essencialmente um problema europeu.
Anatole France escreveu: “Aquilo a que os homens chamam de civilização é o estado actual dos costumes, e aquilo a que chamam barbárie são os estados anteriores.” Entronca neste conceito de civilização e, portanto, de ética e de moral, a ideia segundo a qual o infanticídio legalizado é legítimo quando, um dia destes, fizer parte do estado actual dos costumes através do “progresso da opinião pública”, ao mesmo tempo que as galinhas devem ser protegidas na União Europeia — tal qual defende Peter Singer. A ética e a moral é vista segundo uma falácia ad Novitatem: o que é novo é bom, e o que é velho é mau. E é neste contexto que se escreve o seguinte:
A “ética beneficia de uma legitimidade readquirida, isso não significa a reinserção, no coração das nossas sociedades, da boa e velha moral dos nossos pais, mas sim a emergência de uma regulação ética de um tipo inédito”.
O ser humano ilude-se com a procura do “novo” no que respeita à natureza humana, quando na realidade o Homem Novo nada mais é do que o velho homem reformulado e composto sob vestes diferentes. Nicolás Gómez Dávila tem, a este respeito, uma frase lapidar: “Os problemas não se resolvem: apenas passam de moda”.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uma heresia da religião laicista

Uma heresia da religião laicista

by O. Braga

"Si elle tue son enfant, cela pourrait aussi ruiner sa vie. Ce n'est pas un choix facile, je comprends cela. Mais aussi horrible soit la façon dont ce fils ou cette fille a été créée, c'est toujours son enfant. Qu'elle ait cet enfant ou pas, ça sera toujours le sien. Et le saura pour toute la vie." Il croit donc que la femme violentée sexuellement doit "accepter".
"D'une certaine manière, c'est un cadeau, un don de vie humaine, il faut accepter ce que Dieu nous donne. Des tas de choses horribles se produisent. Je peux pas imaginer quelque chose de plus horrible. Mais nous devons tirer le meilleur parti d'une mauvaise situation."


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Vamos recuperar o Grego e o Latim!

Uma notícia que vale a pena dar

by O. Braga

"O Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra irá promover dois cursos intensivos de iniciação ao Grego e ao Latim."
Jean Paul-Sartre exagerou quando afirmou que “o real não é belo”; a ideia segundo a qual “rerum natura pulchra non est” é manifestamente um juízo universal exagerado. Nem tudo é mau, no reino da Natureza.


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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O beco-sem-saída do naturalismo evolucionista

O beco-sem-saída do naturalismo evolucionista

by O. Braga

A nova moda do evolucionismo teorético defende a ideia segundo a qual o universo formou-se a partir do ... Nada... ! :lol:
Aparentemente, “Nada” é o nome que os evolucionistas naturalistas dão a Deus.
Se somarmos à genialidade abstrusa da tese de “uma coisa surgir do Nada”, o facto de a “grande ciência” actual defender a ideia de um “Multiverso a várias velocidades” [há hoje cientistas eminentes que acreditam cientificamente que existem milhões de universos paralelos que surgiram espontaneamente do Nada], chegamos à conclusão de que o evolucionismo já perdeu a guerra a favor da corrente científica do Desenho Inteligente — ou seja, o evolucionismo naturalista chegou já ao beco-sem-saída da defesa do absurdo.



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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A definição de “ateísmo”

A definição de “ateísmo”

by O. Braga

"O ateísmo é a doutrina religiosa com o dogma de que Deus não existe".

O. Braga | Terça-feira, 10 Janeiro 2012 at 4:37 pm | Tags: ateísmo, neo-ateísmo | Categorias: gnosticismo, religiões políticas | URL: http://wp.me/p2jQx-9OR


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Concentração dividirá o mundo entre senhores e escravos


Antes do tsunami digital, o poder pertencia aos detentores da informação. Agora, com a informação mais desvalorizada que cruzados e cruzeiros nos anos Sarney e Collor, a moeda em alta será cada vez mais a capacidade de concentração – aquela exigida por exemplo de quem mergulha na primeira página de um livro para emergir na última, sem parar dez mil vezes no meio do caminho para conferir o e-mail ou se divertir com vídeos virais no YouTube.

Parece um paradoxo, mas não é. O turbilhão das informações online é superficial para quem o consome, não para quem o produz. Toda horizontalidade tem uma dimensão vertical que a sustenta: o vídeo viral que se engole em um minuto e meio exigiu tempo e concentração de seu autor ou autores. A capacidade de imersão atenta e refletida que o mundo digital parece disposto a aniquilar é, no fundo, um dos pilares de sua linha de produção.

Uma pesquisa feita no mês passado nos EUA pela Nielsen apurou números interessantes: a maior parte dos proprietários de tablets (70%) e smartphones (68%) passam parte significativa de seu tempo de uso do aparelho (30% e 20%, respectivamente) diante da TV. Isso é dispersão em estado puro. (Lembrei-me de uma amiga querida que, nos anos 1980, só via TV ao mesmo tempo que lia revistas e fazia as unhas – uma vanguardista.)

Em um artigo intitulado “Como sobreviver à era da distração”, publicado na última sexta-feira pelo jornal inglês “The Independent”, Johann Hari desfiou argumentos parecidos para sustentar a já batida ladainha de que a leitura linear dos velhos livros é um bem social de que não podemos abrir mão: “É por isso que nós precisamos de livros, por isso que eu acredito na sua sobrevivência”, escreveu. “Porque a maior parte dos seres humanos deseja se engajar em reflexão profunda, com concentração profunda. Trata-se de músculos necessários para quem quer sentir profundamente e se envolver produndamente. A maior parte de nós não deseja tira-gostos mentais para sempre: queremos refeições.”

Para mim, tudo isso soa bem, mas não diz tudo. Na última quarta-feira, conversando com o jovem empreendedor americano Scott Lindenbaum no palco do Oi Futuro (foto acima), no Rio de Janeiro, sobre sua revista literária multimídia Electric Literature, fiquei surpreso ao ouvi-lo admitir que pouco se interessa pelas novas formas de narrativa que o meio digital propicia. A ideia de sua revista, afirmou, é usar os recursos digitais como chamariz, criando uma aura cool e jovem em torno da boa e velha literatura. Aquela feita exclusivamente de palavras, uma depois da outra.

Acho que a esta altura já se pode levantar uma hipótese a ser testada pelos próximos anos. A atenção concentrada não é apenas um valor cultuado nostalgicamente por tipos literários que, incapazes de aceitar a derrota, queixam-se como velhos ranzinzas da superficialidade de um mundo multitarefeiro. A atenção concentrada é o capital que cada vez mais dividirá os seres humanos entre senhores e escravos digitais.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/concentracao-dividira-o-mundo-entre-senhores-e-escravos/

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Entrevista do Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie Dr. Augustus Nicodemus sobre ciência e Design inteligente com Dr. Marcos Eberlin, cientista e químico da UNICAMP.
















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A estupidez ampliada por lentes académicas (Direto de Portugal)

A estupidez ampliada por lentes académicas

by O. Braga
A razão por que eu perco tempo com o blogue De Rerum Natura, é a de que quem lá escreve tem reconhecidos, por muita gente, os respectivos alvarás de inteligência; e é preciso demonstrar a essa gente, dentro das possibilidades existentes, que os autores daquele blogue têm muita pouca ciência.
E a seguir, a mente distorcida que transcreveu aquele texto — a transcrição de um texto, sem mais comentários, é sempre um apoio ou uma aquiescência explícitos ao texto transcrito — justifica a enormidade daquela proposição referindo-se ao Afeganistão onde, como sabemos, existe uma taxa de iliteracia enorme. Ou seja, a besta que transcreveu aquele texto alia necessariamente o analfabetismo ao número de crianças em uma família.
E depois vem com o exemplo da China, onde o governo local está já a rever a política do filho único, tendo em vista a resolução do problema da sustentabilidade demográfica que garanta a segurança social e a reforma dos mais velhos. É, em grande medida, devido à trampa académica esquerdista que temos, à ilegítima autoridade de direito assumida por quem não tem sequer uma autoridade de facto, que Portugal se encontra hoje no estado em que está, sem luz ao fundo do túnel, envelhecida demograficamente e com as futuras aposentadorias ameaçadas. É esta a merda da elite que temos.
O mais absurdo é que aquele burro, sendo naturalista e portanto darwinista, mandou Darwin às malvas, porque este último defendeu a ideia segundo a qual a procriação abundante seria essencial para a selecção da espécie humana. Parece que o De Rerum Natura vai passar a ser um blogue darwinista às Segunda, Quartas e Sextas, e nos outros dias vai ser contra Rick Santorum. E tudo isto em nome da ciência.
O. Braga | Segunda-feira, 9 Janeiro 2012 at 12:07 am | Categorias: A vida custa, Esta gente vota | URL: http://wp.me/p2jQx-9MX

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com