sábado, 27 de dezembro de 2014

(Uns dos maiores cientistas do nosso século) - Dr. Collins: o cientista não tem como excluir a Deus

Dr. Collins: o cientista não tem como excluir a Deus



Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança  dos doentes tocou o coração do cientista
Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança dos doentes tocou o coração do cientista.
O Dr. Francis Sellers Collins nasceu em Staunton, estado de Virginia, EUA, em 14 de abril de 1950, e se tornou um dos cientistas mais respeitados do século.
Numa entrevista à CNN que ficou para a história, ele descreveu como abandonou o ateísmo e passou a acreditar em Deus.
Collins doutorou-se em Química e Física na prestigiosa Universidade de Yale, e em Medicina na Universidade de Carolina do Norte.
Foi diretor do Projeto Genoma Humano de 1993 até 2008, substituindo ao Prêmio Nobel James D. Watson como diretor do National Center for Human Genome Research dos EUA. Ele é um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, o código da vida.
Ele é tido como o cientista que mais rastreou genes com a finalidade de encontrar tratamento para diversas doenças.
Collins ficou também conhecido porque passou a defender, como é razoável, que a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa.
Criticado por colegas que em maioria negam a existência de Deus, Collins lançou em 2006 o livro “The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief” (“A linguagem de Deus: um cientista apresenta provas para crer”).
Nas quase 300 páginas da obra, o biólogo conta como ele deixou de ser ateu para se tornar cristão e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé.
A fabulosa complexidade do código genéticco fala de um Deus supremo  Criador da vida e de tudo quanto existe.
A fabulosa complexidade do código genéticco fala de um Deus supremo Criador da vida e de tudo quanto existe.
A mudança espiritual começou com uma necessidade de saber e compreender. “Eu sentia faíscas, certa saudade de algo fora de mim mesmo, em certo sentido de um Deus que esteja por cima de mim e ao qual eu pudesse me aproximar”.
Porém, ele ficava preso nas atividades materiais e achava que o ateísmo era a posição “mais correta”.
Ele também estudou mecânica quântica e queria acreditar que o universo se explica com equações.
Collins virou um ponto de referência nas discussões existenciais e relativistas dos círculos intelectuais americanos dos anos 70.
“Eu assumi o propósito de tentar descobrir quais eram realmente os argumentos rigorosos existentes que para uma pessoa pensante descartariam qualquer possibilidade de Deus existir”.
Quando tinha 27 anos, praticando a medicina testemunhou a dor e a esperança de pacientes que lhe faziam pensar nessa Pessoa na qual ele se recusava acreditar.
“Lutei durante dois anos com esse debate dentro de mim mesmo, e fui chegando gradualmente à conclusão de que crer em Deus era a mais plausível das opções, mas que não podia ser provada”.
Após meses de luta interior, num dia de outono, caminhando por um bosque do noroeste dos EUA, “com meu intelecto um pouco mais claro que de costume, eu percebi que não podia seguir me resistindo e passei a crer”, contou.
Collins não ficou católico, mas protestante, porém a descrição de seu itinerário espiritual é da alma que procura sincera e gradualmente a verdade.
Muito diversa atitude dos que denigram aqueles que aderiram sem reservas Àquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” na Igreja Católica.
Em seu livro “A linguagem de Deus” ele explica que “uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão criada de que a ciência e a religião têm que estar em guerra uma com a outra”.
Dr. Collins: “uma das grandes tragédias do nosso tempo  é a impressão criada de que a ciência e a religião  têm que estar em guerra uma com a outra”
Dr. Collins: “uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão criada de que a ciência e a religião têm que estar em guerra uma com a outra”
Pelo contrário, segundo ele, investigando a “majestosa e impressionante obra de Deus, a ciência pode servir realmente de meio para glorificá-lO”.
“Como cientista que tem fé, eu descubro na exploração da natureza uma via para compreender melhor a Deus. Pode-se encontrar a Deus no laboratório, além de numa catedral”.
Francis Collins ganhou numerosos prêmios e honras, incluindo a eleição para o Instituto de Medicina (Institute of Medicine) e a Academia de Ciências Norte-Americana (National Academy of Sciences).
Também foi galardoado com o Prêmio espanhol Príncipe de Astúrias de investigação científica e técnica em 2001.
Em 2009 foi feito membro da Academia Pontifícia das Ciências pelo Papa Bento XVI, e recebeu a Encomenda Presidencial da Liberdade das mãos do presidente dos EUA.
Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/dr-collins-o-cientista-nao-tem-como-excluir-deus#.VJ7DzF4DA

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

As leituras de 2014 by Rodrigo Constantino

As leituras de 2014

Tenho uma meta informal de ler ao menos 60 livros por ano, ou 5 por mês. Meta alcançada uma vez mais este ano. E foram boas leituras, em várias áreas diferentes. Abaixo, um pequeno resumo das que mais me marcaram:
Literatura
Kafka à beira-mar – Haruki Murakami
Após ler a trilogia “1Q84″, que gostei muito, resolvi ler outros livros do principal escritor japonês da atualidade. Esse é um dos mais oníricos, impactantes. A saga de um menino em busca de sentido, em meio a situações surrealistas. Para quem gosta do estilo de Murakami, uma boa pedida.
Então tá, Jeeves / Sem dramas, Jeeves – P.G. Wodehouse
O mestre do humor britânico! Não tinha lido nada de Wodehouse ainda, e me tornei fã. Que leitura deliciosa! Lamento profundamente não ter outros livros da série do mordomo Jeeves no Brasil, pois foram momentos de puro deleite. Imperdível.
Notes from Underground – Roger Scruton
Já era profundo admirador do filósofo Roger Scruton, mas não conhecia seu lado de escritor de literatura. Esse livro é muito bom, relata a história de um amor que nasce em plena época comunista no Leste Europeu, levando-nos aos dramas vividos por milhões de pessoas inocentes nesse triste período da história.
Diabo apaixonado – Jacques Cazotte
Um clássico que me inspirou a escrever esse texto sobre a paixão e seus riscos. 
Henrique V – Shakespeare
Shakespeare é sempre Shakespeare. Esse clássico estava ausente em minha lista, e é dos bons, ainda que não dos melhores (“Rei Lear” é meu preferido). Diálogos sempre atuais, o que comprova a genialidade do bardo, hábil em tratar de temas atemporais, da natureza humana.
O professor – Cristovão Tezza
Não tinha lido nenhum livro de Tezza ainda, e esse foi o primeiro. Pretendo compensar o tempo perdido. Gostei muito, e cheguei a escrever um pequeno texto com base na leitura.
Entre amigos – Amós Oz
Não tinha lido nada o mais famoso escritor israelense da atualidade, e comecei por seu pequeno relato autobiográfico dos tempos de kibbutz. A leitura rendeu um texto sobre a utopia dos românticos que ignoram a natureza humana.
Sangue nas veias – Tom Wolfe
Gosto de Tom Wolfe, o carrasco da elite hipócrita. Seu “Radical Chic” foi uma inspiração para o meu “Esquerda Caviar”. Nesse novo romance, Wolfe disseca os conflitos raciais e culturais de uma Miami miscigenada e cada vez mais latina. E brega, também. Escrevi um texto depois.
A primeira história do mundo – Alberto Mussa
Um romance ao mesmo tempo policial, histórico e intrigante. Foi o que Mussa conseguiu criar com base no relato do primeiro assassinato que se tem notícia no Rio de Janeiro. Comentei aquisobre a prazerosa leitura.
Desonra – J.M. Coetzee
O escritor sul-africano já era meu conhecido, e esse livro superou as expectativas, sendo o melhor que já li dele. Preconceito, tragédia, família, velhice, morte, solidão, tudo presente em páginas que prendem o leitor à poltrona.
Rasselas, Prince of Abyssinia – Samuel Johnson
Eu adorei “Candido” quando li, anos atrás, e Voltaire foi um dos filósofos que mais estudei. Mas quão superior é Dr. Johnson ao tratar de tema parecido! Seu Rasselas tem mais tato, maturidade e delicadeza do que o irreverente Candido, com seu humor ácido contra o eterno otimista Pangloss. Tracei um paralelo entre ambos aqui.
Os piores dias de minha vida foram todos – Evandro Affonso Ferreira
Um livro que mexe com a gente. Tocante, e ao navegar por tantas desgraças, acaba por nos mostrar que a imaginação da literatura pode ser libertadora. Escrevi sobre isso aqui.
Oeste: a guerra do jogo do bicho – Alexandre Fraga
Uma grata surpresa! Um policial que se mostra um talentoso escritor de romances, sendo que essa ficção imita tanto a realidade que ambas se confundem. Fiz uma resenha aqui, e recomendo.
A ilha do dr. Moreau – H.G. Wells
Os clássicos não são clássicos à toa. Uma leitura espetacular, que gerou esse texto sobre as várias interpretações possíveis dessa distopia.
Extinção – Thomas Bernhard
Meu amigo Bruno Garshagen recomendou essa leitura, e quando algumas pessoas dão recomendações, para mim é um imperativo categórico kantiano. Fui direto à livraria e comecei a leitura. Quis esganar o amigo no começo. O que eram aquelas repetições todas de adjetivos? Contei mais de 20 “sardônicos” numa só página. E a ausência de parágrafos? Uma incontinência verbal típica de um analisando no divã. Leitura densa, difícil, quase arrastada. Você fica exausto. Tive de intercalar com leituras mais leves, confesso. Mas compensou! Um livro do qual não dá para sair indiferente. O autor te arrasta para suas emoções carregadas, para sua visão elitista e sofisticada de mundo, mas repleta de traumas familiares. Uma das leituras mais marcantes de 2014, sem dúvida. Obrigado, Bruno! 
A balada de Adam Henry – Ian McEwan
Excelente o último livro do escritor britânico. Trata, como tem sido de praxe, do obscurantismo religioso, quando o fanatismo impede decisões mais racionais. Mas com tato e sensibilidade. Escrevi um texto com base na leitura.
Filosofia e Política
Litter: The Remains of our Culture – Theodore Dalrymple
2014 foi um ano em que mergulhei ainda mais nos pensamentos lúcidos do psiquiatra britânico Anthony Daniels, mais conhecido como Theodore Dalrymple. Como o leitor poderá constatar, foram vários livros do mesmo autor na lista. E todos altamente recomendados! Dalrymple é, sem dúvida, uma das minhas principais influências intelectuais na fase atual mais conservadora.
A política da prudência – Russell Kirk
Ainda na toada mais conservadora, esse clássico de Kirk é sensacional. Rendeu-me alguns textos, como esse resumo sobre os principais valores do conservadorismo, esse ataque aos libertários dogmáticos, e essa dura crítica aos neoconservadores.
The Rational Optimist – Matt Riddley
Um dos livros preferidos do meu amigo Leandro Narloch, e não é para menos. O autor escreve com leveza, mas profunda bagagem histórica e cultural, mostrando como as trocas foram fundamentais para a evolução cultural de nossa espécie. Escrevi alguns textos com base no livro, entre eles este aqui, sobre o ambientalismo.
A cabra vadia – Nelson Rodrigues
Essas coletâneas de textos das décadas de 1960 e 1970 de Nelson Rodrigues são imperdíveis. Faltava esse livro na lista. Que escritor! Que estilo! Que ironia! E que inteligência!
The Wilder Shores of Marx – Theodore Dalrymple
Não vou me alongar quando se trata de Dalrymple. Apenas reforçar o apelo: leiam seus livros! Esse é sobre sua experiência incrível em países sob o comunismo, que ele visitou para conhecer de perto aquilo que abominava teoricamente. 
The Intolerance of Tolerance – D.A. Carson
Uma das grandes leituras do ano. O politicamente correto está destruindo o mundo, e os “tolerantes” se revelam, na prática, os mais intolerantes de todos. O livro é um “must” para compreender melhor como o ódio às religiões se mascara hoje de “tolerância laica”. Escrevi umartigo para o GLOBO com base no ótimo livro.
What is Marriage? – Sherif Girgis, Ryan Anderson & Robert George
Um livro muito interessante, que defende o casamento tradicional sem apelar tanto para conceitos religiosos. Fiz uma resenha aqui.
Our Culture, What’s Left of It – Theodore Dalrymple
Preciso repetir? Mesmo? Leiam Dalrymple! Esse é um de seus melhores livros, uma coletânea de textos que mostra a decadência cultural do mundo moderno. Leitura fundamental para quem deseja preservar o que temos de bom, o estoque de cultura e conhecimento, o legado dos antepassados, o que chamamos de civilização.
Adam and Eve after the Pill – Mary Eberstadt
Uma leitura provocante, que mexe com certas “vacas sagradas” de hoje, e que me rendeu dois textos que julgo interessantes: um deles sobre o lado negro da revolução sexual, e o outrosobre um paralelo curioso entre comida e sexo.
Lee Kuan Yew: The Grand Master’s Insights – Graham Allison
Cingapura vive sob o regime de um “déspota esclarecido”? Como compreender o sucesso impressionante do ponto de vista econômico desse lugar fantástico na Ásia? O livro faz um resumo do pensamento político e ideológico do “pai fundador” de Cingapura, e recebeu uma resenha minha aqui.
História e Utopia – Cioran
Luiz Felipe Pondé adora, então tinha que ler alguma coisa de Cioran. Pessimismo quase niilista, algo que provoca sensações lúgubres no leitor. Mas necessário, talvez. Comentei aqui sobre esse Nietzsche da Romênia.
Beauty: A Very Short Introduction – Roger Scruton
Em um mundo não só repleto de coisas feias, mas que enaltece tanta feiúra, esse pequeno livro de Scruton é um bálsamo em nossas vidas. Acabei a leitura e fui direto para a ação, escrever umtexto em defesa da beleza.
As ideias conservadoras – João Pereira Coutinho
Sou fã do “portuga”, não perco uma de suas colunas na Folha, e já tinha lido sua coletânea de artigos antes. Claro que não perderia por nada seu livro resumindo as ideias conservadoras. E é mesmo excelente. Resenhei para o GLOBO o livro, e o recomendo muito.
Planeta Azul em Algemas Verdes – Václav Klaus
Em época de histeria com o aquecimento global e embusteiros como Al Gore tratados como santos abnegados, essa é uma leitura fundamental. Fiz uma resenha para o GLOBO também.
The War on Men – Suzanne Venker
O feminismo perdeu completamente a linha, e hoje virou uma caricatura do que foi no passado. Uma guerra contra os homens, basicamente. Esse pequeno livro mostra justamente isso, e fiz uma resenha aqui.
O jeitinho brasileiro – Lívia Barbosa
Ainda não tinha lido o clássico de nossa sociologia da malandragem, e é um bom livro. Talvez seja complacente demais com o jeitinho, ao enxergar um lado positivo que desconfio ser exagerado. Mas é importante para conhecer melhor nossa característica mais marcante como povo, e responsável por esse atraso todo.
A era do ressentimento – Luiz Felipe Pondé
Sou fã de Pondé, não perco uma de suas colunas na Folha, e leio todos os seus livros. Esse pequeno livro é mais um soco no estômago dos “inteligentinhos”. Coloquei algumas passagensaqui.
A técnica e o riso – Roberto Campos
“Lanterna na Popa” é um dos melhores livros que já li, e a inteligência de Roberto Campos é admirável. Mas ainda não tinha lido essa pequena coletânea de textos. Recomendo, como recomendo tudo de Campos.
Nunca antes na diplomacia… – Paulo Roberto de Almeida
O Itamaraty sob o lulopetismo virou uma piada de mau gosto, com forte viés ideológico. O diplomata Paulo Roberto de Almeida toca na ferida, fala com conhecimento de causa sobre essa mudança lamentável em nossa política externa. O livro rendeu vários textos ao blog, como esseaqui.
Não é a mamãe – Guilherme Fiuza
Adoro a ironia de Fiuza, e já tinha lido todos os textos do livro. Ainda assim, a leitura deles todos em sequência é impressionante, pois faz um relato do apagão intelectual do Brasil moderno. Fiz uma resenha para o GLOBO.
Not with a bang but a whimper – Theodore Dalrymple
Lá vou eu novamente: leiam Dalrymple! Seus livros sempre me inspiram a escrever vários textos. Esse rendeu, por exemplo, um ataque à falsa compaixão de certas pessoas.
Contra a perfeição – Michael Sandel
Gosto de ler livros de autores inteligentes de quem discordo. Acontece isso com os livros de Sandel, professor de filosofia em Harvard. Os três que li produziram ótimas reflexões, mesmo que não necessariamente concordando com suas conclusões. Esse último fala sobre esse impulso prometeico que é carregado de perigos, e que comentei aqui.
O nobre deputado – Márlon Reis
Quer ter uma boa ideia da podridão dos bastidores de nossa política? Então esse livrinho é uma boa pedida. Fiz um resumo aqui.
A busca pela imortalidade – John Gray
A obsessão da busca pela imortalidade acompanha dos homens há muito tempo, pois suportar a finitude da vida não é para todos. O filósofo John Gray trata do assunto nesse novo livro, que comentei aqui.
Biografia e História
Do que eu falo quando eu falo de corrida – Haruki Murakami
Esse livro destoa dos demais do escritor japonês, pois é uma espécie de autobiografia que mistura sua obsessão pela corrida com seu estilo de escrever. Detesto auto-ajuda, e não é disso que se trata. Mas digo que voltei a correr com mais regularidade após a leitura, que comenteiaqui.
O Marxismo e a questão racial – Carlos Moore
O cubano negro e de esquerda é um incômodo para nossa esquerda, pois mostra como o regime cubano é racista na prática. Escrevi sobre isso no GLOBO.
Simón Bolívar – Karl Marx
A biografia que Marx escreveu sobre Bolívar deixa claro uma coisa: é possível ser marxista, e é possível ser bolivariano; mas é impossível ser ambos! Escrevi um texto para o GLOBO com base no livro.
A palavra pintada – Tom Wolfe
A história da arte contemporânea é também a história da destruição da arte. O crítico Tom Wolfe detona as tendências modernas nesse pequeno livro, que comentei aqui.
1789: A história de Tiradentes – Pedro Doria
Tiradentes é uma figura controversa, e biografias sobre ele sempre podem acrescentar algo novo. Pedro Doria fez um bom trabalho, e comentei aqui seu livro.
Darwin: Retrato de um Gênio – Paul Johnson
Paul Johnson está se especializando em pequena biografias que condensam o mais relevante dessas importantes figuras históricas. Foi o que fez nesse livro sobre Darwin, comentado por mim aqui.
A vida secreta de Fidel – Juan Reinaldo Sánchez
Como tem gente que ainda consegue admirar esse psicopata chamado Fidel Castro? Um espanto. Essa biografia escrita por ninguém menos que seu ex-segurança particular derruba mais um mito do líder cubano: sua suposta simplicidade. O homem vive como um nababo. O nababo do Caribe, como chamei em resenha para o GLOBO.
É isto um homem? – Primo Levi
Um relato comovente dos dias de campo de concentração, que nos remete ao absurdo de que os homens são capazes. Acabei visitando o Museu do Holocausto agora em dezembro, e o livro não saía de minha cabeça. Imperdível.
Sob pressão – Marcio Maranhão
A autobiografia de um médico jovem trabalhando na loucura do SUS é um importante relato da decadência de nossa saúde pública. Merece ser lido por todos os brasileiros. Escrevi uma resenha aqui.
Um país chamado Favela – Renato Meirelles & Celso Athayde
Não preciso destacar apenas as melhores leituras. Aquelas que geraram discordância também são importantes, em nome do debate civilizado em prol de um país melhor. Foi o caso com esse livro, que rebati aqui.
Caráter e Liderança – Luiz Felipe D’Ávila
Já tinha lido “Os Virtuosos”, e gostado muito. Mas D’Ávila se superou nesse livro, com ótimas biografias de noves estadistas brasileiros. Uma leitura que tenta manter nossa esperança viva. Comentei aqui sobre ele.
Tudo ou nada – Malu Gaspar
A biografia de Eike Batista escrita por Malu Gaspar está excelente, e parece o roteiro pronto para um excelente filme, nos moldes de “O lobo de Wall Street”. Fiz uma resenha para o GLOBO.
Educação
Maquiavel pedagogo – Pascal Bernardin
Uma leitura fundamental para quem acha que é papo de paranoico falar em doutrinação ideológica no sistema educacional em nível mundial. A pedagogia virou um instrumento poderoso de disseminação do esquerdismo. Resenhei o livro aqui.
Education in a Free Society – Liberty Fund
Uma ótima coletânea de textos de autores conservadores e liberais sobre o que é uma educação livre e como a intervenção estatal costuma prejuficá-la.
The Voice of Liberal Learning – Michael Oakeshott
O livro nos leva pela tese do autor conservador de que civilização é uma grande “conversação” entre diferentes povos e culturas. Escrevi sobre isso aqui.
Repensar a educação – Inger Enkvist
O livro procura resgatar os conceitos tradicionais de uma boa educação, perdidos na atualidade. Escrevi uma resenha aqui.
É isso, caros leitores. Foram bons livros, agregando sempre mais conhecimento, despertando reflexões, estimulando a sensibilidade e a imaginação. Que em 2015 venham outros livros excelentes para enriquecer nossas vidas!
Rodrigo Constantino

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

26 catedráticos espanhóis: o “ateísmo científico” não tem base na ciência

26 catedráticos espanhóis: o “ateísmo científico” não tem base na ciência



Luis Dufaur
Portada 60 preguntas razon y fe 01Vinte e seis professores catedráticos de diversas áreas da Ciência, que lecionam ou trabalham em 14 universidades espanholas, publicaram um livro para rebater a suposta incompatibilidade entre a Religião e a Ciência, espalhada por alguns “cientistas materialistas”, informou a agênciaInfocatólica

O livro veio à luz uma semana após o cientista Stephen Hawking defender que não acredita em Deus, nem na sua existência, e nem mesmo numa necessidade matemática de um Deus criador do universo, como afirmava outrora. 

A declaração de Hawking teve certa repercussão, pois ele ganhou notoriedade sustentando uma espécie de necessidade da existência de Deus derivada das equações do Universo.

A hipótese de Hawking era digna de consideração. E foi muito bem recebida nos ambientes mais científicos, menos defensores da fé e do catolicismo. Agora, porém, Hawking decepcionou a todos eles.

Entre os autores do novo livro que põem as coisas em seu lugar, encontra-se o Prof. David Jou, catedrático de Física da Matéria Condensada na Universidade de Barcelona. 

Aliás, ele é tradutor para o espanhol da obra de Hawking, tendo prefaciado todas as obras publicadas até hoje pelo cientista que agora adotou o ateísmo. 

O livro “60 preguntas sobre ciencia y fe respondidas por 26 profesores de universidad” (“60 perguntas sobre ciência e fé respondidas por 26 professores universitários”) foi editado pela Editorial Stella Maris. 

Os especialistas espanhóis sustentam que o conhecimento científico atual fornece dados que “analisados sem interpretações materialistas e ateias”, não são “de maneira alguma incompatíveis com a doutrina cristã”.
Ciencia e fe
Para estes cientistas, “foram construídas com a ciência ideologias que vão muito além do que o dado empírico permite”.
“No transcurso da segunda metade do século XX e até o dia de hoje, temos podido comprovar em diversos campos – sobretudo nos relacionados com a cosmologia, e particularmente com as peculiaridades das leis da natureza – que o aumento da compreensão da estrutura do mundo, e não seu desconhecimento, fornece fundamento a linhas de pensamento que fazem uma ponte que vai da ciência até a teologia”, escrevem.

Segundo os autores, “pode-se afirmar que o cenário positivista que proclama a morte da religião como fruto da ciência não se cumpriu, e nem tem aparências de vir a se cumprir. Isto não é por uma casualidade, nem porque os cientistas ainda não perceberam como é que devem pensar”, mas porque “é errado supor que os pontos de partida do pensamento religioso radicam no desconhecimento da ciência”.
Em mais de 400 páginas, o livro refuta as principais dúvidas que o ateísmo montou contra a religião a partir de uma pretensa evidência científica.
Neurociências, biologia, cosmologia, estatísticas ou física quântica, entre outras, são matérias que especialistas analisam ponto por ponto para defender uma posição legítima.

Outros autores do livro são:
Manuel Alfonseca, professor catedrático de Linguagens e Sistemas Informáticos da Universidade Autónoma de Madri;
Ignacio Sols, catedrático emérito de Álgebra da Universidade Complutense;
Francisco J. Soler Gil, que ensina Lógica e Filosofia da Ciência nas universidades de Bremen e Sevilha;
Aquilino Polaino, catedrático de Psicopatologia na Universidade CEU-San Pablo;
Julio Gonzalo, catedrático de Física de Materiais da Universidade Autónoma de Madrid;
Nicolás Jouve de la Barrera, catedrático de Genética na Universidade de Alcalá; e
Ignacio García-Jurado, catedrático de Estatística e Investigação Operativa da Universidade de La Coruña.

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/ateismo-cientifico-nao-tem-base-na-ciencia#.VGzvi_nF_SE


domingo, 27 de julho de 2014

Dois milhões de cientistas americanos são evangélicos

Dois milhões de cientistas americanos são evangélicos

A mídia costuma apresentar cientistas e religiosos como incapazes de ter uma coexistência pacífica. Mas os resultados de uma recente pesquisa apresentam um quadro diferente. 



Entre os 12 milhões de cientistas dos EUA, aproximadamente dois milhões se identificam como evangélicos. A pesquisa foi realizada pela socióloga Elaine Howard Ecklund e seus colegas na Rice University, em parceria com a Associação Americana para o Avanço da Ciência. O estudo mostrou também que os cientistas evangélicos são mais ativos em sua fé que os evangélicos norte-americanos em geral. Eles são mais propensos a se considerar muito religiosos, a participar de reuniões religiosas semanalmente e a ler textos religiosos com regularidade.

A mídia muitas vezes retrata cientistas e cristãos como incapaz de coexistência pacífica. Mas os resultados de uma pesquisa recente sugerem que os dois não são tão incompatíveis como se poderia pensar. Na verdade, mais de 2 milhões de quase 12 milhões de cientistas são cristãos evangélicos. Se você fosse para trazer todos os cientistas evangélicos juntos, eles poderiam preencher a cidade de Houston, Texas.

A Socióloga Elaine Howard Ecklund e seus colegas da Universidade Rice e da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) relatou resultados do maior estudo de pontos de vista americano sobre ciência e religião na conferência anual da associação em Chicago no domingo 16 de fevereiro. Mais de 10.000 pessoas, incluindo 574 cientistas auto-identificados como, responderam à pesquisa de 75 perguntas. Entre os cientistas, 17 por cento disse que o termo "evangélico", descreve-los "um pouco" ou "muito bem", em comparação com 23 por cento de todos os entrevistados.

Religião         % Todos os entrevistados          Cientistas%

Evangélicos             22,9                                       17,1
Protestantes            26,9                                       24,9
Católicos                  23,8                                       19,1
Judeus                       1.9                                          3,9
Mórmons                    1.8                                         1.7

Muçulmanos,
hindus,
budistas,
sikhs,
jainistas                       2.6                                         7.2

Ateus/agnóstico        15,5                                      24,4
Something Else          4.7                                         1.7


Ecklund se interessou em estudar a percepção da ciência das pessoas religiosas depois de uma conversa numa manhã de domingo em uma igreja em Upstate New York. Ela estava freqüentando a igreja, como parte de um estudo de pesquisa que estava realizando para sua tese de mestrado sobre religião e vida familiar. Ao saber Ecklund frequentou a Universidade de Cornell, uma mulher disse que ela esperava que sua filha não decidisse ir para lá.

E por que não?

"Ela disse: 'Eu tenho muito medo de que, quando ela for para o campus, ela terá aulas de ciências", e os cientistas ateus vão convencê-la a abandonar sua fé,” - Ecklund lembrou.

Naquele momento, Ecklund decidiu que em algum momento de sua carreira, ela iria realizar um grande estudo para determinar se este ponto de vista é típico dos evangélicos e se os membros de outros grupos religiosos se sentem da mesma maneira.

Este não é seu primeiro estudo sobre a percepção da ciência e da religião das pessoas. Em seu livro de 2010 Ciência vs Religião: O que os cientistas realmente Acreditam, Ecklund pesquisou 1.700 cientistas naturais e sociais em universidades de topo e descobriu que apenas cerca de dois por cento identificam como evangélicos.

Esta nova pesquisa, por outro lado, com foco na "classificação e arquivo" cientistas, incluindo os cuidados de saúde, ciências da vida, computadores e engenharia.

Além de identidade religiosa, a nova pesquisa focada na percepção que as pessoas têm sobre a ciência e a religião. Sobre o mesmo número de pessoas no público em geral perceber a hostilidade por pessoas religiosas em relação à ciência como perceber a hostilidade pelos cientistas em relação à religião, cerca de 1 em 5. Mas entre os cientistas evangélicos, a maioria forte (57 por cento) percebe a hostilidade dos cientistas em relação à religião, o que pode sugerir cristãos em campos científicos têm experiências negativas com colegas cientistas no local de trabalho em relação à sua fé.

A pesquisa também descobriu que os cientistas evangélicos são mais ativos em sua fé que os evangélicos americanos em geral. Eles são mais propensos a considerar-se muito religioso, para assistir aos serviços religiosos semanalmente, e para ler textos religiosos, pelo menos a cada semana.


 (Leia o original em Christianity Today)


Fonte: http://teologiaescatologica.blogspot.com.br/2014/07/dois-milhoes-de-cientistas-americanos.html

sábado, 12 de julho de 2014

Como trabalham os cientistas?

Como trabalham os cientistas?

sábado, julho 12, 2014

JC e-mail 4987, de 11 de julho de 2014


Artigo é publicado na Revista Ciência & Educação, da Faculdade de Ciências da Unesp

O artigo COMO TRABALHAM OS CIENTISTAS?" POTENCIALIDADES DE UMA ATIVIDADE DE ESCRITA PARA A DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DA CIÊNCIA NAS AULAS DE CIÊNCIAS, de Cláudia Faria (cbfaria@ie.ul.pt), Sofia Freire, Cecília Galvão, Pedro Reis e Orlando Figueiredo, da Universidade de Lisboa, foi publicado na revista Ciência & Educação, da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru.

Parte deste estudo foi financiado pela Comissão Europeia (6º FWP), como sendo parte de um projeto Europeu Popularity and Relevance of Science Education for Scientific Literacy (PARSEL).

Vários estudos em educação têm salientado a natureza da ciência como sendo uma componente importante da educação em ciência.Neste trabalho, é apresentada uma atividade de escrita e discussão de histórias imaginadas sobre cientistas, e são discutidas as suas potencialidades para a exploração das ideias dos alunos sobre a atividade científica.

Os dados foram recolhidos através de entrevistas com professores e alunos.

Foi também efetuada a análise de documentos escritos e a observação das sessões de discussão.

Os resultados revelaram a presença, nos alunos, de ideias inadequadas acerca do que é a atividade científica.

Revelaram, também, dificuldades por parte dos professores na gestão da discussão e no confronto dessas ideias, que dificultam a compreensão acerca da natureza do conhecimento científico.

É sugerido que esta atividade possa ser enriquecida pela sua integração num contexto real, que facilite o estabelecimento de conexões com o trabalho de cientistas reais.


(Unesp Agência de Notícias)

Fonte via: